“Who Loves Brazilian Broadband?”


Vigilante consumerdom: angry Argentines spank the Spaniards. Source: Iconoclastas.

Service contracts with Brazilian broadband providers guarantee only 10% of the bandwidth you sign up for. That is to say, if you sign up for a 200 kbps broadband connection, the guaranteed throughput is 20 kbps — less than dialup connection,s which generally achieve bandwidth of more than 33.6 kbps.

ABUSAR (Associação Brasileira dos Usuários de Acesso Rápido) published this note in May 2007.

A pergunta que não quer calar é: Quem está feliz com o acesso a banda larga hoje no Brasil ?

The question that cannot be silenced is: Is there anyone who is happy with broadband Internet access in Brazil today? 

Mesmo com todas as privatizações das Teles, os serviços de telefonia e internet no Brasil continuam a desejar e muito, não bastasse conter as pessoas com velocidades reduzidas e preços escorchantes, resolveram botar em prática o que já vinha sendo planejado a tempos, cobrar pelo tráfego de dados.

Even with all the telecom privatizations, telephone and Internet services in Brazilian still leave a lot to be desired. As if the problem of reduced bandwidth and outrageous prices were not enough, they have decided to  put into practice a scheme they have been hatching for a long time now: Charging for data traffic.

Bem o que isso representa? Significa que no mundo atual, na era da informação, estamos sendo cerceados por empresas monopolístas, de distribuição de serviços de internet, forando portanto um cartel das teles e nets da vida. Cerceados de diversas formas e truques marqueteiros, sobre o que prometem entregar e o que entregam, sobre o preço que prometem cobrar e o que cobram, além da forma que lhe atendem na compra e a diferença no atendimento posterior por algum problema.

So what does this mean? In means that in the midst of the Information Age, we are being squeezed by Internet services monopolies that have formed a telecom-network cartel. Squeezed in various ways and besieged by deceptive marketing in which they promise to deliver one thing and then deliver another, promise one price and charge another, not to mention the service you get when you are buying and the service you get once they have your money and you have some problem with the service.

Na metade dos anos 90, a internet era considerado luxo, e para poucos afortunados, tinha que se pagar caro por um provedor de acesso, recordo-me na época de alguns famigerados provedores, são eles, UOL, STI, Mandic, entre outros.

In the mid-1990s, the Internet was considered a luxury item for a fortunate few, who had to pay dearly for an ISP. I remember the hungry ISPs of the time, like UOL, STI, Mandic and others.

Com a chegada do acesso gratuito à internet com provedores como IG (anteriormente chamado de Internet Gratis) e outros o plano de negócios dos provedores de acesso tornaram-se área secundária, sendo constituída a venda de conteúdos e propagandas para o sustento do negócio, proporcionando novas áreas de atuação e gerando concorrencia neste mesmo mercado, chegando ao ponto de lhe pagarem para utilizar a internet discada, como é o exemplo do Orolix.

With the arrival of free Internet access through ISPs like iG (formerly known as Internet Grátis, or “free Internet”) and others, the business plans of access providers  took a back seat to selling content and advertising to keep the business going, opening up new areas of business activity and creating competition in the market, to the point where they would actually pay you to use their dial-up service, as Orolix did, for example.

Depois, com a chegada da internet banda larda, os acessos discados foram sendo gradualmente substituído por acessos ADSL, Cable, Rádio entre outros, de forma que o lucro das teles com pulsos utilizados para a conexão diminuísse drasticamente, além da própria tecnologia proporcionar maior velocidade e conforto a usuários e empresas que utilizam-se destes serviços.

When broadband arrived, dialup connections were gradually replaced by aDSL, cable, satellite, and other modes, with the result that telecoms that still billed by the “pulse” rather than duration of the connect found their revenues drastically reduced, even as technology was providing greater bandwidth and usability to users and firms that used these services.

Todo o processo de modernização ocorria perfeitamente, até meados de 2004/2005, os preços de acessos a banda larga diminuia, a velocidade aumentava, assim como a disponibilidade destas tecnologias nos grandes centros, chegando inclusive a algumas áeras menos favorecida.

The entire process of modernization was going swimmingly until 2004 or 2005. Broadband access was getting cheaper, bandwidth was rising, and these services were more widely available in the urban centers, and even in some of the less favored areas of the country.

O problema foi que apartir deste ponto, as teles, e empresas de cabos, em formato de cartel, resolveram que iriam utilizar-se de outra forma de negócio para coibir o uso pleno de suas tecnologias, além de poder cobrar mais e mais, pelos acessos, retrocedendo inclusive a todos os avanços alcançados até meados de 2005.

The problem was that starting in 2005, the cable companies, acting as a cartel, decided they were going to inhibit the full usage of their technologies so that they could charge more and more for access. This represented a step backward from all the progress that had been made up to mid-2005.

Porque as empresas de cabos e as teles estão “boicotando” os usuários e empresas com propagandas enganosas, produtos e serviços de péssima qualidade além de não disponibilizarem toda a tencologia existente?

Why are the cable companies and telecoms “boycotting” home and corporate users with deceptive advertising and awful products and services, not to mention holding back the new technologies that are available.

Because they can? The principle of droit du seigneur? That is the answer I generally find myself arriving at.

É muito simples, empresas como Telefonica, GVT, BrasilTelecom, Telemar e outras vendem muito mais do que suportam vender, onde um mercado emergente e com grande perspectiva de crescimento não tem credibilidade por parte das empersas estrangeiras, estas as quais foram vendidas pelo governo para que resolvessem o problema do gargalo de telecomunicações no Brasil, desta forma formando um novo gargalo, onde a procura é muito maior do que a oferta, inclusive pelo fato de não haver uma concorrência real nesta área, desta forma os contratos de prestação de serviço oferecem SEMPRE a garantia de 10% da velocidade contratada, ou seja, se você tem uma conexão banda larga de 200 kbps, a garantia de velocidade para esta conexão é de 20 kbps, ou seja, menor do que a velocidade de linha discada, na qual a maioria das vezes alcançam taxas superiores a 33.600 kpbs, a mesma coisa ocorre com bandas de superior velocidade.

It is quite simple. Companies like Telefónica, GVT, Brasil Telecom, Telemar, and others sell much more than they can support in an emerging market with great growth potential controlled by foreign firms that lack all credibility. These are the firms that bought up the operations privatized by the government to solve the problems of telecommunications in Brazil but wound up creating a new mess in which demand is much higher than supply, if only because there is no real competition in the sector. For that reason, the service contracts guarantee only 10% of the bandwidth you sign up for. That is to say, if you sign up for a 200 kbps broadband connection, the guaranteed throughput is 20 kbps — less than a dialup connection, which generally achieve bandwidth of more than 33.6 kbps. The same applies to higher-bandwidth connections.

Outra forma de cobrar mais e impedir o compartilhamento é utilizar-se de franquias de consumo de dados trafegados, ou seja, existe uma capacidade máxima de dados que podem ser trafegados em sua conexão por mês, independentemente da velocidade contratada, cito o exemplo de um contrato com Virtua, internet banda larga via Cabo de TV paga, onde a velocidade adquirida é de 2 MB, e a franquia é de 20 GB por mês, após a utilização desta franquia a velocidade cai para 200 kbps, digamos que vc. utilize sua internet 24 hs. por dia, trafegando vídeos, musicas ou mesmo atualizando seu sistema operacional ou realizando estudos, e utilize a velocidade completa de 2 MB, você comprirá esta franquia de 20 GB em torno de 34 horas, ou seja 1 dia e meio, e o restante do mês irá trafegar a velocidade de 200 kbps, ou seja, você paga para utilizar o serviço de 2 MB por um mês, mas pode ocorrer de você utilizá-lo por apenas 2 dias.

Another way of charging more and preventing connection sharing is to imposing ceilings on data throughput. That is, there is a limit on the amount of data you can move through your connection each month, regardless of the bandwidth you sign up for. I cite the example of a contract with Virtua, a cable broadband Internet service, which the actual bandwidth achieved is 2MB and your limit is 20 GB per month. Once you reach this limit, your bandwidth falls to 200 kbps. So let’s say you use your Internet 24-7, uploading and downloading videos and music, updating your operating system or doing research, and you use the 2MB bandwidth to do it. You would reach this limit of 20GM within 34 hours. That is, within a day and a half. The rest of the month, you are going to get bandwidth of 200 kpbs. That is, you pay for a 2MB service all month, but you can only use it for two days.

Existem outros planos com franquias maiores, por exemplo, o plano de 4 MB do mesmo Virtua a franquia é maior, mas a proporcionalidade é a mesma, ou seja, seja lá qual for a velocidade da sua internet sempre terá que reduzir seu uso para que possa atingir a meta de franquia mensal, e é isso que não é explicado pelo “General SKAVURZKA” a seus clientes na propaganda.

There are plans with higher ceilings, such as Virtua’s 4MB plan, but the proportions are the say. That is, once you reach your limit, your bandwidth is cut.

This is something that General SKAVURZKA does not explain to customers in NET Virtua’s TV advertisements. 

Essa é a realidade atual da internet no Brasil, porém o que é mais lamentável é não haver uma opção de troca ou equivalência dos serviçoes perstados, ou seja, se não tem solução, solucionado está. O que realmente é intrigante é saber o porque um cidadão comum assinaria uma internet banda larga para baixar seus e-mail, navegar em um site de notícias, fazer e enviar suas planilhas, é obvio que a tecnologia de banda larga veio para possibilitar a utilização de áudio e vídeo, possibilitando o compartilhamento pleno e irrestrito ao conhecimento e informação, onde até isso estão restringindo através de Traffic Shaping, para a utilização restrita da banda em programas P2P como eMule e Torrents.

This is the current reality of the Brazilian Internet, but the worst of it is that you have no options for switching providers or comparing the services offered. That is, if there is no solution, then the problem is solved. What would be really interesting to know is why an ordinary citizen would sign up for broadband to download e-mail, visit news Web sites, post their spreadsheets. Obviously, broadband makes it possible to use audio and video, participating more fully in online sharing of knowledge and information, except that this is also restricted through “traffic shaping” that restricts the use of p2p programs like eMule and BitTorrent.

Acredito que nós, e apenas nós usuários de tecnologias podemos mudar este quadro dramático da telecomunicação no Brasil, acabar com os carteis e gerar concorrência leal entre as operadores e prestadores de serviços de inetrnet, de que forma?

I believe that we technology users, and only we technology users, can change this scenario in Brazil, put an end to these cartels and create loyal competition among operators and ISPs. But how?

Protestando, encaminhando diversas reclamações nos jornais e imprensa de todo o Brasil, pois se há alguma coisa que as operadoras cuidam melhor do que seus contratos com clientes é seu nome.

By protesting, sending our complaints to the news media throughout Brazil. Because if there is one thing the operators care more about than their contracts with customers, it is their good name.

I tend to doubt that, actually.

Remember that old Saturday Night Live skit?

“We’re the phone company, and we don’t care! We don’t care, because we don’t have to!”

I think you have to embarrass these firms abroad, not among the peons of their latifúndio-style captive markets. Which is why I like to try to contribute modestly to the “scandal of translation” in this regard.

Leave a Reply

Please log in using one of these methods to post your comment:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s