Brazil: Flap Over Veja Publisher Reaches Its “Nazi Moment”


“More ‘oranges’ [cut-outs, fronts, Abramoffs, shills] of Renan!” The sex senator illegally controlled two radio stations!
Veja taking up the standard agaisnt concentrated media ownership is like billionaire Bruce Wayne leading the fight against vigilantes operating jet-powered automobiles on Gotham City streets. Secondary coverline: “Infrastructure: The war that must be won!” The debate over public policy is war. Violence is a natural part of the political process. Ecce Veja.

“They think that Abril supports Cardoso’s plan of government. They have it wrong. It is not Abril who supports Cardoso. It is Cardoso who supports Abril’s plan of government,” Roberto Civita once said.

AINDA SOBRE A MÍDIA BURGUESA: “More on the bourgeois media.”

Here in Brazil, we are waiting to see whether the threatened reprisals against Veja magazine and its corporate parent, over its campaign against the President of the Brazilian Senate, will materialize in the form of a parliamentary commision of inquiry (CPI) into a recent half-billion-dollar deal between its parent, the Grupo Abril, and Telefónica of Spain.

File under “information warfare among armed media monopolies.”

In the meantime, let’s collect some opinions on the pro and con side.

So far, Abril itself has said very little publicly about the matter that I know of. (Reading too much of this crap makes you stupider, so I tend to wait for local press observers to blog it.) See

This broadside comes from the national secretary of CUT — the labor federation from which a lot of the current government emerged, I guess you could mostly say — for social policies, Carlos Rogério de Carvalho Nunes.

O submundo da Editora Abril

The underworld (demi-monde) of the Editora Abril

A CPI Abril-Telefônica pode ser um importante instrumento para o povo brasileiro conhecer as entranhas deste grupo criminoso que ocupa a linha de frente dos ataques ao governo do presidente Luis Inácio Lula da Silva. O pouco que se sabe a seu respeito já é mais do suficiente para uma profunda investigação sobre a sua trajetória.

The CPI of Abril-Telefónica could be an important tool for teaching the Brazilian people the truth about this criminal group that occupies the front lines of attacks on the current government. The little that is known about the Abril is more than sufficient for a deep investigation of its history and development.

Ninguém melhor do que quem conheceu a Editora Abril por dentro desde o seu nascedouro para falar sobre o papel deste grupo no cenário político brasileiro. É o caso do personagem do livro O Homem-Abril – Cláudio de Souza e a história da maior editora brasileira de revistas , escrito por Gonçalo Júnior, que trabalhou para a Abril nas suas três primeiras décadas de existência. Entre março de 1951 e setembro de 1975, Cláudio de Souza passou por quase todos os departamentos da empresa.

No one knows the Editora Abril better than a man who has worked there since the beginning, and no one is better qualified to speak about the role it plays in the Brazilian political scene. I am talking about the subject of the book The Man Who Was Abril: Claudio de Souza and the History of the Biggest Magazine Publishing House in Brazil,” by Gonçalo Junior, who worked for Abril through the first three decades of its existence.

That is, de Souza did.

Between March 1951 and September 1975, de Souza worked for every single department at the company.

Por oito anos, ele trabalhou como assessor pessoal do seu fundador, o então cidadão norte-americano Victor Civita. Foi ele quem ajudou Civita a falar o português corretamente. Gonçalo faz revelações surpreendentes — como os detalhes das tentativas do grupo norte-americano Time-Life de convencer Civita a criar um canal de TV em São Paulo. O dono da Abril, que poderia ser flagrado em delito por conta de sua nacionalidade, sugeriu que o grupo procurasse seu amigo, o brasileiro Roberto Marinho. Assim nasceu a Rede Globo de Televisão — porta-voz oficiosa da ditadura militar.

For eight years, he worked as a personal aide to Abril’s founder, then-American citizen Victor Civitá. It was he who helped Civitá learn to speak proper Portuguese. Gonçalo makes some surprising revelations — such as the attempts by the American media group, Time-Life, to convince Civitá to create a TV channel in São Paulo. The Abril owner, who could have been arrested on the spot because of his immigration status, suggested that Time-Life go see his friend Roberto Marinho. And thus was born the Globo TV network — faithful voice of the military dictatorship.

História de trapaças

A history of deceptions

Gonçalo, que também é autor do livro Guerra dos Gibis — que narra a chegada dos quadrinhos ao Brasil, vindos dos Estados Unidos em meados da década de 1930 —, comenta de passagem o papel da ditadura militar na consolidação da Editora Abril. “Embora fale das relações da Abril com o regime militar e destaque documentos encontrados no arquivo do Deops, minha preocupação foi cobrir o período em que o editor trabalhou lá”, afirma Gonçalo. E recomenda: “Longe da pretensão de contar tudo sobre a Abril, creio que deixo pistas interessantes para que outros pesquisadores venham a desenvolver trabalhos complementares sobre a Editora.”

Gonçalo, the author of the book The War of the Comic Books, which tells the story of how comics came to Brazil from the United States in the 1930s, comments in passing on the role the dictatorship played in the consolidation of the Abril group. “Although I talk about Abril’s relations with the dictatorship and focus on some documents found in the archives of the political police, my main concern was to cover the period in which the editor [de Souza] worked there,” he writes, advising: “Though it is far my intention to relate everything there is to say about Abril, I believe I will provide some interesting clues for other researchers working on complementary studies of the publishing house.”

O autor revela outros detalhes dos tortuosos caminhos trilhados por Civita. Um deles é o fato de o fundador da Abril ter permanecido no anonimato durante dez anos por ser estrangeiro. Assim ele conseguiu burlar as leis que o impediam de ser dono de uma empresa de comunicação. Até Civita conseguir a nacionalidade brasileira, as revistas da Abril saíam apenas com a assinatura de seu sócio, Gordiano Rossi, como diretor responsável. A primeira revista com editorial assinado por Civita foi a Quatro Rodas.

The author reveals other details of the tortuous paths pursued by Civitá. One of them is the fact that the Abril founder remained a silent partner for 10 years because he was a foreigner. Thus, he was able to get around the laws that prevented him from owning a media company. Before Civitá got Brazilian citizenship, Abril publications bore only the signature of his partner, Gordiano Rossi, as managing director. The first magazine with an editorial bearing Civitá’s byline was [Four Wheels].

A Car & Driver clone, sort of. Same general idea. “The new Aero-Willys! Beyond the Hupmobile?” That sort of thing.

Civita possivelmente se inspirou na trapaça de outro conhecido editor, Adolfo Aizen, que lançou os quadrinhos no Brasil na década de 30 por meio de um suplemento infantil no jornal A Noite. Em 1945, dizendo-se baiano, o russo Aizen fundou a Editora Brasil-América Limitada, a Ebal. Ele manteve a sua nacionalidade sob segredo por décadas. Outra revelação de Gonçalo sobre Civita é a de que o dono da Abril teria recorrido a empréstimos estrangeiros — algo ilegal perante a legislação da época.

Civitá’s deceptions may have been inspired by those employed by another well-known publisher, Adolfo Aizen, who started publishing comics in Brazil in the 1930s in a children’s supplement to the A Noite newspaper. In 1945, saying he was a native of Bahia, the Russian Aizen founded EBAL [Brazil-America Publishing, Ltd.]. Another revelation Gonçalo makes about Civita is that the Abril owner may have received foreign investments — which was illegal at the time.

Programa de governo

Program of government

Civita e Roberto Marinho podem ser considerados os impositores deste tipo de jornalismo totalmente desprovido de ética, muito comum nos dias de hoje. Eles trilharam, sem escrúpulos, os caminhos da influência norte-americana no universo cultural brasileiro. Durante a ditadura militar, consolidaram seus impérios lançando mão de trapaças, negociatas e autoritarismos. Até hoje, esses impérios — cujos métodos são utilizados pela totalidade dos grupos que controlam a “grande imprensa” brasileira — se valem dessas armas para impedir que o Brasil avance no rumo do progresso social e da democracia.

Civita and Marinho can be seen as the men who first imposed this style of journalism completely lacking in ethics that is so common nowadays.

And Lacerda? Chateaubriand?

They channeled, without scruples, the influence of the United States on Brazilian culture. During the military dictatorship, they consolidated their empires through deceptions, back-room deals and authoritarian impositions. To the present day, these media empires — whose methods are now used by all the business groups that control the “major media” in Brazil — use these same weapons to prevent Brazil from advancing along the path of social progress and democracy.

Um exemplo disso é o apoio aberto da Editora Abril à “era FHC” e os ataques baseados em mentiras e calúnias contra o governo do presidente Luis Inácio Lula da Silva. O filho de Cívita — Roberto, que hoje comanda o império — manteve por muito tempo uma foto de FHC em sua mesa para não deixar dúvida sobre a sua opção. “Pensam que a Abril apóia o programa de governo do Fernando Henrique. A questão está mal colocada. Não é a Abril que apóia o programa de Fernando Henrique. É o Fernando Henrique que apóia o programa de governo da Abril”, disse ele certa vez.

An example is the open support of the Editora Abril for the “Cardoso era” and its attacks based on lies and slander against the government of da Silva. Civita’s son, Roberto, who now commands the empire, for a long time kept a photo of Cardoso on his desk to make it clear what his preferences were. “They think that Abril supports Cardoso’s plan of government. They have it wrong. It is not Abril who supports Cardoso. It is Cardoso who supports Abril’s plan of government,” he once said.

Operações clandestinas

Black-bag operations

A Abril também é acusada de usar uma montagem fraudulenta — por meio de empresas fantasmas, laranjas e lavanderias — para passar 30% do seu controle a um conglomerado de comunicação racista que sustentou o apartheid na África do Sul. Outro caso é a negociata com o grupo Telefônica. O assunto ganhou algum destaque depois que o senador Renan Calheiros rebateu os seus acusadores mobilizados pela Abril. Ele disse que a Editora, que publica a revista Veja, já ficou conhecida como “Vileja” — pela vileza de seu jornalismo “desonesto, persecutório, panfletário e torpe”.

Abril is also accused of using a fraudulent scheme — using phantom corporations, shell companies and money laundries — to sell a 30% take to a racist conglomerate that worked to maintain apartheid in South Africa.

He is talking about Naspers, whose board of directors did produce several apartheid presidents.

Another case is its wheelings and dealings with Telefónica. The issue gained some public attention when Senator Calheiros answered accusers that Abril had sicced on him by responding that Abril, which publishes Veja [“look”] magazine, was now known as “Vileja” [“vile”], because of the vile nature of its “dishonest, persecutory, pamphleteering and degenerate” journalism.

Para o senador, a tentativa da Abril de “fraudar a lei brasileira, de desrespeitar a concorrência, de agredir os interesses nacionais e de ludibriar o país, transferindo o controle societário da TVA e de outras duas operadoras para um grupo estrangeiro por quase um bilhão de reais, não é a primeira vez que ocorre”. “Não foi um acaso, não foi um desvio jurídico da Editora Abril. Trata-se de algo pior, de um vício, de um hábito delinqüente: o hábito de desrespeitar nossas instituições, de ferir nossos interesses, para ocultar suas operações clandestinas, ilegais e imorais, enquanto cinicamente se autoproclama defensora dos interesses do Brasil”, disse ele.

In the Senator’s words, Abril’s attempt to “defraud Brazilian law, disrespect the principle of competition, undermine the national interest and pull the wool over the eyes of Brazilians by transferring control of TVA and other two [cable] operators to a foreign busines group for nearly a billion reals is not the first time this has happened.”

“It was not by accident, it was not a legal slip-up on Abril’s part. It is something much worse, a vice, a criminal habit: the habit of disrespecting our democratic institutions, harming our national interest, covering up its black operations, which are bot illegal and immoral, all the while cynically proclaiming itself a defender of Brazil’s interests,” he said.

Whatever else you want to say about the guy — Mino Carta calls him a paragon of Brazil’s “medieval” elites — the Sex Senator can certainly chew the rhetorical scenery, at least.

O jogo bruto continua

The savage game continues

Renan também disse que a Veja desenvolve campanhas de linchamento, sem provas, contra “homens públicos e nossas instituições”. Segundo o senador, a Abril “esgueira-se, sorrateiramente, entre os veículos de comunicação, ampara-se nesta vital instituição e lá faz suas transações subterrâneas, imorais e antiéticas”. O senador também afirmou que o grupo mistura liberdade de imprensa com libertinagem de imprensa. “Jornalismo como esse, como instrumento de propaganda, amparado na força da repetição, da mentira, não é jornalismo, é fascismo, é nazismo”, afirmou.

Renan also said that Veja runs lynching campaigns, without evidence, against “public men and institutions.” According to the Senator, Abril “has insinuated itself silently into our news media, taking shelter in this vital institution, and from there engages in its immoral, anti-ethical, subterranean dealings.

We have gotten well away from that history of the firm we started with to just channeling the Sex Senator’s rhetoric. Which is a bit disappointing.

But oh, well. CUT is most indubitably Abril’s most bitter enemy, so what do you expect?

The senator also said the group confuses liberty with libertinism. “Journalism like this, as an instrument of propaganda, based on the power of repetition, of lies, is not journalism, it is fascism, it is Nazism,” he said.

Reaching the point where the antagonists start calling one another Nazis is kind of watershed moment in a lot of contemporary debates.

The “statesmanlike” Cardoso recently called the Workers’ Party a bunch of Nazi propagandists, for example. Verizon’s tame Congressman from New Jersey called Google a bunch of Nazis last year, as we all recall. Examples can be multiplied.

I tend to call this “reaching its Nazi moment.”

As in, “the public debate has now reached its Nazi moment.” It often means something is about to happen. Although, then again, often nothing does.

I have this theory that there may be such a thing as “going Nazi” too early and too often.A Portuguese-language production of Mel Brooks’ The Producers is about to open here in Sâo Paulo, I read, by the way.

I would really get a kick out of seeing that. Interesting translation challenge, to be sure. “Don’t be stupid, be a smarty, come and join the Nazi party ….”

É uma síntese precisa da Abril — e dos demais grupos que controlam a “grande imprensa” brasileira. Vale lembrar aqui o comentário feito pelo cientista político René Armand Dreifuss — que acreditou na possibilidade de o homem transformar a realidade —, autor do importante livro A conquista do Estado — ação política, poder e golpe de classe sobre o papel de uma “elite orgânica” de orientação empresarial na desestabilização do regime democrático pré-1964 para pôr no lugar a “ordem empresarial” após o “golpe de classe”, com o qual ele encerra a sua obra Transformações: matrizes do século XXI: “E o jogo continua…” Cabe acrescentar: continua com sua forma bruta, sem regras, sem princípios, sem ética.

This is an accurate description of Abril and other business groups that control the Brazilian mass media. It is worth recalling the comment made by political scientist René Armand Dreifuss, author of the important book The Conquest of the State: Political Action, Power and the Class-Based Coup d’Etat — who believed in humanity’s power to transform reality — about the big business orientation of the campaign to destabilize the pre-1964 democratic order in order to replace it with a “business order” after a “class coup.” He closes his book Transformations: 21st-Century Contexts thus: “And the game continues …” And we should add: It continues in the same brutal form, without rules, without principles, without ethics.

Espero que todos os colaboradores desse TL, e dos jornais impressos de Maricá, citem sempre a fonte do seu texto, ou a autoria do mesmo, não utilizando métodos diferentes desses.. Dito isso gostaríamos de afirmar que a voz e o interesse do dono sempre se fez presente nas diversas formas de mídia; aqui no nosso município ainda é muito pior, cada veículo serve a um senhor, e deixa isso bem claro, sem nenhuma dúvida.

I hope that all those who work with this publication and the print journals of Maricá will always cite the sources of their articles, and their authorship, just like this. That said, we would like to say the voice and the interests of the boss are omnipresent in the various forms of media; it is just that here in our little town it is even worse. Here, each serves its own particular master, and it makes this quite, quite clear.

Serve a interesses particulares e de modo geral fazer a política rasteira dos caciques, sem se preocupar com a verdade. Por tudo já dito, e por muito mais, é que servem mais para embrulhar peixe e forrar o fundo de gaiolas do que para leitura. Simbolos que são dos interesses mesquinhos dos seus proprietários, que muitas vezes ocultos atrás de entidades, associações, organizações etc… que só representam a si mesmos.

It serves private interests and in a generalized way practices the low politics of machine-political bosses, without concerning itself with the truth. For all those reasons, and many more, these publications are worth more as fishwrap and birdcage liner than for reading purposes. Symbols that they are of the petty self-interest of their owners, who so often hide themselves behind institutes, associations, organizations, and the like, in all of which they represent themselves alone.

Don’t forget that a CPI of NGOs is also in the pipeline here.

Eleitos para cargos fantamas, sem assembléias, para cargos quase vitalícios, ou em rodízios entre os mesmos dois ou tres, apegados em representatividades que nunca possuiram, muitas vezes presenteados por “ex-amigos”, a quem trairam, com representações partidárias que nunca tiveram de fato, pois nunca tiveram capacidade para tal , “presidentes” em intervenções covardes dentro de diretórios municipais… bem dava para escrever muito mais sobre essa turma, pois conhecemos bem as entranhas da política local, mas deixamos para mais próximo das eleições 2008.

Elected to phantom posts, without democratic assemblies, with either lifetime tenure or a chair that rotates among the same two or three, clinging to claims to represent something that they never earned, often nominated by “former friends” whom they betrayed with partisan loyalties they never in fact sincerely offered, because they are incapable of such loyalities, “presiding” over cowardly interventions into city governments … You could right plenty about this bunch, because we all know the ins and outs of local politics very well. But let us leave that for the next elections, in 2008.

Takeaway: Emotions are high. Much is at stake. Mainardi is warming up his vocal chords for his ultimate martyrdom scene, I image.

Still, that book does sound like an interesting read.

Note to self: Go to that bookstore, you know the one, treat yourself to some new content to download.

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