Fattening The Slim File: Dresser Briefs the Brazilians on the Richest Man in the World


Hello, Helú.

Caros Amigos (Brazil) interviews ITAM political scientist Denise Dresser of Mexico on Carlos Slim, who has been sniffing around looking for deals in the gigante por natureza.

It is interesting to see more public exchanges of ideas with the rest of Latin America here in Brazil, which is sometimes referred to, wryly, as Planet Brazil, cut off from the surrounding reality.

Another example: former senior Colombian antinarco officials talking with Mexican lawmakers about the pitfalls of militarizing the war on organized crime. The principal pitfall being that you risk infliltration of an institution with the capacity to seize the state by the freaking mafia. The historical experience of a number of Latin American nations testifies to that risk, in fact. See, for example,

They begin by recapping the recent announcement that Slim is richer than Gates.

On Dresser, see also:

A Chicago Tribune journalist attributed to Dresser a “grudging admiration” for the president-elect of Mexico.

If you were to actually read a few of Dresser’s columns for Proceso magazine, you would find this so patently absurd that milk would shoot out of your nose.

These people lie. They lie to you, gringo.

Mas, afinal, como ele chegou lá? Há quem atribua a ascensão de Slim única e exclusivamente ao seu faro para bons negócios combinado a um estilo único de gestão. Para seus críticos, no entanto, a fortuna do empresário é resultado da proteção governamental. Um proteção que, segundo eles, permite a Slim deter um monopólio virtual do setor de telefonia mexicano. No México, o principal representante desse segundo grupo – e o mais ácido deles – é a cientista política Denise Dresser, doutora em ciências políticas pela Universidade de Princeton e professora do Instituto Tecnológico Autônomo do México (ITAM).

But how did he get there? There are those who attribute the rise of Slim exclusively to his nose for good deals, combined with a unique style of management. For his critics, however, his fortune is the fruit of government protection. Protection, they say, that enables Slim to maintain a virtual monopoly on the Mexican telephone sector. In Mexico, the principal representative of the Slim critics — and the most acid-tongued — is Denise Dresser, an ITAM political scientist with a doctorate from Princeton.

Qual é a sua opinião sobre a ascensão da fortuna do empresário Carlos Slim Helú?

What is your opinion about this surge in the fortune of Carlos Slim Helú?

Inegavelmente, é um homem talentoso, que assumiu riscos, que soube o momento certo de comprar empresas e em que momento vendê-las. Tem boa vocação empresarial. Mas isso não explica o crescimento monumental da sua fortuna. Creio que ele é um produto do capitalismo disfuncional que existe no México. Ele é um sintoma da má qualidade do capitalismo mexicano. Isso significa que o governo, em lugar de assegurar um equilíbrio de forças entre as companhias em setores cruciais, permite que cresça os poderes monopólicos. Esse é o caso de Slim. Ele entende muito bem as regras informais, o sistema político e econômico e tem sabido usar essas regras melhor que qualquer outro empresário mexicano. Ainda que as pessoas insistam em aplaudir o olfato empresarial de Slim, creio que essa questão só explica uma parte da história. A outra, talvez a mais importante, é o fato de que ele adquiriu o monopólio na 10ª economia do mundo e uma das menos competitivas. O governo o protegeu desde 1990 e continua protegendo. Na verdade, o responsável pela acumulação da fortuna de Slim não é ele mesmo, mas o governo mexicano na medida em que não regulou melhor o mercado, na medida em que não protegeu os direitos do consumidor, na medida em que o governo mexicano permitiu uma transferência massiva de riqueza da população do país ao bolso do Sr. Slim.

He is unquestionably a talented man, who has taken risks, who chose the right moment to buy and the right moment to sell. He has a genuine head for business. But this does not exlain the monumental growth of his personal fortune. I believe he is a product of the dysfunctional capitalism practiced in Mexico. He is a symptom of the poor quality of Mexican capitalism. What I mean is that the government, reather than ensuring a balance of forces among companies in strategic business sector, allows monopolies to emerge. That is the case with Slim. He understands the unwritten rules very well, the political and economic system, and has learned how to use those rules better than any other Mexican businessman. Yes, there are people who insist on applauding Slim’s “nose” for business, but I don’t think that tells the whole story. The other, possibly more important, side of the story is the fact that acquired a monopoly in the 10th largest economy in the world, and one of the least competitive. The government protected him in 1990 and continues to protect him. In truth, the credit for Slim’s net worth goes, not to Slim, but to the Mexican government, in that it did not regulate the market, in that it did not protect the rights of the consumer, in that it permitted a massive transfer of wealth from the people of Mexico to Slim’s pocket.

Há outros empresários protegidos no México?

Are there other “protected” businessmen in Mexico?

The Robinson-Bours clan — owner of Megacable and the governship of Sonoroa– comes immediately to mind. See

The governor’s brother is accused, by a cooperating eyewitness and accomplice, of having a local journalist killed.

Vários setores. Basta ler qualquer documento da OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, sobre a estrutura do capitalismo mexicano. É um capitalismo altamente concentrado nas 200 grandes empresas do México, que dominam os mercados de cimento, bebida, transporte e energia. Estamos falando em concentração em mãos privadas e públicas. Não é um capitalismo inovador, competitivo, de regras claras. No México, há barreiras de entrada, um funil muito significativo. Slim e outros estão estrangulando a economia mexicana que é muito menos dinâmica que outras de América Latina como Brasil e Chile.

In various sectors. Just read any OECD document on the structure of Mexican capitalism. It is highly concentrated in the 200 largest firms, which dominate the markets for cement, beverages, transportation and energy. And we are talking about a concentration in both private and public hands. It is not an innovating, competitive capitalism with clear rules. There are barriers to entry, significant ones. Slim and the others are strangling the Mexican economy, which is much less dynamic that others in Latin America, like Brazil and Chile.

Slim seria o mais rico do mundo em uma economia mais competitiva?

Would Slim be the richest man in the world in a more competitive economy?

Não. Estou convencida de que não seria. Ele comprou a CompUSA (empresa de informática) e perdeu muito dinheiro porque a empresa teve que competir com outras empresas.

No. I am convinced he would not be. He bought CompUSA and lost a lot of money because the company had to compete with others.

Há uma situação de monopólio no México, ainda que esse monopólio seja virtual. Por que a Comissão Federal de Concorrência (CFC, organismo regulador mexicano) não consegue reverter essa situação?

There is a monopoly in Mexico, even though it is a virtual monopoly. Why can’t the competition regulator, the CFC, manage to reverse the situation?

A CFC é um tigre sem dentes. O orçamento anual é o equivalente ao lucro de um dia de América Móvil (braço de telefonia celular de Slim). A CFC tem poucos instrumentos para domesticar o monstro que se transformou Carlos Slim. Criamos um monstro e não temos a menor idéia de como vamos enjaulá-lo. A Lei de Competência, aprovada no ano passado, não dá autoridade regulatória, a capacidade de quebrar Telmex, como foi feito com AT&T há 20 anos nos Estados Unidos. A CFC tem tentado, sem sucesso. A regulação mexicana chega de maneira tardia e muito débil para o tamanho do problema que enfrenta a economia mexicana e os consumidores mexicanos.

The CFC is a toothless tiger. Its annual budget is equivalent to one day’s revenue of Slim’s cellular subsidiary, América Móvil. The CFC has few resources with which to tame the monster that Slim has become. The Law of Competition, approved last year, does not give it regulatory authority. It has no mandate or capacity to break Telmex, as happened to AT&T 20 years ago in the United States. The CFC has tried, but without success. Mexican regulation came too late and too weak to deal with the magnitude of the problem that the economy and consumers face.

Ou seja, se depender da economia mexicana, Slim continuará sendo o homem mais rico do mundo?

That is to say, if it were up to the Mexican economy, would Slim still be the richest man in the world? 

O dinheiro que a Telmex dá diariamente a Carlos Slim permite que ele expanda para o resto da América Latina. Não sou anti-capitalista. Creio que na criação na riqueza e aplaudo empresários inovadores. O que não aplaudo é a construção de fortunas multimilionárias sobre a custa dos consumidores.

The money he gets from Telmex enables him to expand to the rest of Latin America. I am not an anti-capitalist. I believe in wealth creation and applaud innovative businesses. What I do not applaud is the construction of billion-dollar fortunes at the expense of consumers.

Estela Caparelli with the interview.

Interviews are CA’s forte.

Always with the really interesting, probing interviews with sources drawn from outside the gang of usual suspects: the think-tankers, the lobbyists dressed up as “independent experts,” John Palfrey-style, and the like.

Which may be why there are so many people down here trying to SLAPP Caros Amigos into extinction.

Did you know that the name of Bill Gates’ yacht is Octopus?

The Rio press noted that with irony a couple of years ago when it sailed into Guanabara Bay.

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