São Paulo: “Beer Saved Me From Death-Squad Massacre”

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“The Girls of ABC” was a popular period comedy of a season or two back. Sort of a light comedy, except for the subplot involving a racist death squad.

The Diário do Grande ABC interviews a survivor of “the worst massacre in the state this year.”

ABC is

uma região industrial formada por sete municípios da Região Metropolitana de São Paulo: Santo André (A); São Bernardo do Campo (B); São Caetano do Sul (C); Diadema (D); Mauá ; Ribeirão Pires e; Rio Grande da Serra.

An industrial region formed by seven townships in the São Paulo metropolitan area … 

Uma cerveja salvou a vida da dona do bar onde ocorreu a maior chacina do ano no Estado, sábado, em Ribeirão Pires. Testemunha do extermínio de oito pessoas, a sobrevivente diz não ter dúvidas quanto ao envolvimento de policias e tem medo de morrer.

A beer saved the life of the woman who owns the bar where the worst massacre of the year took place on Saturday, in Ribeirão Pires. A witness to the execution of eight persons, the survivor says she has no doubt as to the involvement of police in the incident, and fears for her life.

R., 30 anos, acredita que também era alvo dos matadores. “Eu só sobrevivi porque estava pegando uma cerveja no freezer na hora em que os tiros começaram”, disse. O refrigerador fica na parte de trás do bar, junto à cozinha, onde os atiradores não entraram.

R., 30, believes she was also a target of the killers. “I only survived because I was getting a beer from the freezer when the shooting started,” she said. The refrigerator is in the back of the bar, near the kitchen, which the shooters did not enter.

“Falo sem medo que tem policiais envolvidos nisso”. afirma R., que justifica sua convicção: “Só sobreviveram eu e mais três. Um foi baleado. Por coincidência, as duas pessoas que não levaram tiros são parentes de policiais militares que moram no bairro. O resto foi morto”.

“I tell you without fear that there are police involved in this,” R. says, explaining the reason for her conviction: “Only I and three others survived. One was shot. By coincidence, the two persons that did not get shot are relatives of military policemen who live in the neighborhood. Everyone else died.”

Apesar de nunca ter sido ameaçada diretamente, a comerciante disse que sabia do risco . “Havia boatos de que o bar seria destruído pelos policiais, mas eu não acreditava.”

Though never directly threatened, the barkeeper says she knew of the risk. “There were rumors that the bar would be destroyed by police, but I did not believe it.”

O estabelecimento estava sob o controle de R. há cinco meses. “Sou separada. Meu ex-marido casou de novo e me deixou esse bar”, contou.

R. has owned the bar for five months. “I am separated. My ex-husband got married again and left me this bar,” she said.

A vizinhança chamava o local de bar dos nóias (usuários de drogas). R. confirmou que o local era freqüentado por algumas pessoas que usavam droga, principalmente cocaína. “Lá não tinha tráfico como foi falado. Algumas pessoas usavam, mas fora do bar.”

The neighborhood referred to area where the bar is located as belong to the “noids” [paranoids, drug users]. R. confirms that the area was frequented by some people who used drugs, mainly cocacine. “There’s not drug trade there, as has been said. Some people use, but outside the bar.”

Namorado – O namorado de R., Reinaldo Teodoro de Souza, 40, morto na chacina, foi apontado como um dos principais alvos dos assassinos, mas a comerciante não acredita nessa possibilidade. “Ele não usava drogas. Eu consumia cocaína e ele ficava bravo comigo. No dia da chacina, eu tinha usado escondida dele. Até o cigarro ele queria que eu largasse.”

Boyfriend: R.’s boyfriend, Reinaldo Teodoro de Souza, 40, killed in the massacre, was pointed to as a principal target of the assassins, but R. does not believe this. “He did not use drugs. I used to use cocaine and he got mad at me. On the day of the massacre, I had used some, hiding it from him. He even wanted me to give up smoking.”

Segundo a comerciante, o bar não voltará a abrir. “ Quero ir embora daqui”, disse R., que lamenta: “Aquele bar era o meu sustento. Não sei como será minha vida daqui pra frente”.

The bar owner says the bar will not reopen. “I just want to get out of her,” she said, lamenting: “That bar was my livelihood. I do not know what my life is going to be like from now on.”

Como último apelo, R. pede Justiça e que o caso seja resolvido o mais rápido possível.

As a final appeal, R. pleads with law enforcement to resolve the case as quickly as possible.

Investigações – Segundo o delegado de Ribeirão Pires, Augusto Farias, as investigações continuam em sigilo e a hipótese de envolvimento de policiais militares, assim como outras, não está descartada.

Investigations: According to the local police captain for Ribeirão Pires, investigations continue under seal, and the theory of police involvement, among other theories, has not been discarded.

A nona vítima da chacina, M.S., 21 anos, continua internada em estado grave. O Hospital Mário Covas informou que ela está em coma induzido e respira com ajuda de aparelhos.

A ninth victim, M.S., 21, remains hospitalized in critical condition. The Mario Covas hospital reports that she is in an induced coma and breathing with the aid of life-support equipment.

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