Brazil: As CPI Looms, Civita Speaks

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Victor Civita: Barred from owning Brazilian publications by virtue of his American citizenship, he used laranjas to control the firm he founded as a silent partner. Kind of like the sex Senator is accused — and not implausibly, diverse observers concur — of doing now. Veja magazine taking the lead on this issue is like billionaire philanthropist Bruce Wayne crusading against vigilantes operating jet-powered automobiles on Gotham City streets.

“They think that Abril supports Cardoso’s plan of government. They have it wrong. It is not Abril who supports Cardoso. It is Cardoso who supports Abril’s plan of government.” –Roberto Civita, Grupo Abril

Originally posted to the draft queue on July 30, 2007.

I have had a baita preguiça to plow through it all. But the item seems timely now.

As attention turns to a “nonpartisan, apolitical” astroturf campaign launched by an alliance of São Paulo lobbies, advertising agencies and publishing house — popularly known as Cansei (“I am sick and tired …”) — Jornalistas & Cia produces a vast autohagiography by proxy of Roberto “The New Lacerda” Civita of the Grupo Abril.

Business journalist Luis Nassif comments today [July 30] on Cansei:

… comprova a máxima: de onde nada se espera, nada vem. O que se tem, de um lado, é a grande imprensa apostando na radicalização. Perdeu o poder de derrubar presidentes; manteve o poder de influenciar amplas camadas na classe média.

… it proves the maxim that nothing comes from nothing. What you have on the one had is the major media making a bet on radicalization. They have lost the power to overthrow presidents; they continue to have the power to influence large sectors of the middle class.

É uma orquestração, que persiste há algumas décadas, e que só agora começa a sofrer algumas trincas dos novos meios de comunicações.

It is an orchestration that has persisted for several decades and is only now starting to suffer from obstacles put in its way by the new media.

To the interview with Citizen Civita, on whom see also

I doubt I am going to be able to slog through the entire 12,000 word magnum opus — Abril lawyers would probably try to have me killed if I did, anyway — but I will try to highlight the good parts, at least

Após superar a mais grave crise de sua história, a exemplo do que aconteceu com várias das empresas de comunicação que fizeram investimentos nos anos 90, o Grupo Abril volta a viver um grande momento – para o bem dele próprio e também do mercado, que havia muito se ressentia da falta de iniciativas e da ousadia da empresa líder no segmento de revistas. Os resmungos e aflições do período de ajustes deram lugar a um clima de relativa euforia, sobretudo entre aqueles que estão no comando das várias operações.

After surviving the worst crisis in its history, like many media groups that made investments during the 1990s, the Grupo Abril is once again enjoying a moment in the sun — to its own benefit and the benefit of the market, which for a long time has resented the lack of initiative and daring on the part of the leading magazine publisher. The grumblings and complaints of the period of adjustment have given way to a climate of relative euphoria, above all among those who manage Abril’s various divisions.

Com a capacidade de investimentos retomada, a Abril pisa novamente no acelerador.

With its ablity to invest renewed, Abril is putting the pedal to the metal.

While Jornalists&Cia. wears out the Oxford Unabridged Dictionary of Portuguese Business-Journalism Cliches.


In segement 2 there, TV Band borks the rival Abril over the doings in question.

Vem aí, por exemplo, a Revista da Semana, fruto de investimentos de R$ 15 milhões, que chegará às bancas no final de agosto. Em outubro, será a vez de um novo título no segmento de femininas (ainda mantido em segredo). E há ainda um terceiro lançamento, do qual pouquíssimo se sabe – fala-se numa revista mais ousada do que Vip, o que tem levado a especulações de que poderia ser um título focado no público gay; e fala-se também que poderá ser uma primeira experiência da Abril com um título exclusivamente na web; mas todos os que tem algum acesso ao projeto dizem que será uma grande surpresa.

Take, for example, the Revista da Semana, fruit of a R$15 million investment, which will arrive on newsstands in late August. [I have yet to see a copy –Ed.] In October, it will be the turn of a new women’s magazine (details of which remain under wraps). And a third launch is in the works, of which very little is known — something like VIP, only more daring, which has led to speculation that it might be gay-focuses; and it is also said it could be Abril’s first online-only venture. But everyone with access to the project say it will be a big surprise.

VIP is a Maxim-Stuff-Details clone, I think you could say. Abril might study the experience of Condé-Nast on the Internet before pumping too much money into, maybe, maybe.

O Grupo também está investindo forte no Núcleo de TV, que além da MTV terá novos canais por assinaturas, dois deles já em vias de estrear: o Fiz, com conteúdo produzido pelo próprio público a partir de temas como humor, esportes etc., e o Ideal, focado em carreiras e gestão, que vai estrear em 12 de setembro.

The Group is also investing heavily in its TV division, which along with MTV will have new subscription channels, to of them nearing launch: Fiz [“I did it!”], with content produced by the viewing audience itself in such thematic areas as sports, humor, and the like, and Ideal, focused on management and careers, due to debut on September 12.

Did it debut? Let me check.

A whole channel of “Brazil’s Funniest Home Videos.” Yow.

Fonte de permanentes preocupações para a organização, a TVA também conta os dias para passar a operar no azul: a parceria com o Grupo Telefônica, recentemente aprovada pela Anatel, permitirá à empresa ter maior competitividade e um enorme alargamento das atuais fronteiras de atuação, o que deve resultar num significativo crescimento de mercado e, por extensão, de receita e lucro.

A permanent source of worrites for the group, TVA is also counting the days before it gets out of the red and into the black: A partnership with Telefônica, recently approved by Anatel, will enable Abril to be more competitive and expand its current activities enormously, which should underwrite in significant growth in market share, and, by extension, in revenue and profits.

À frente desse império editorial e de comunicação está o ítalo-americano-brasileiro, se assim o podemos chamar, Roberto Civita, nascido em 1936, em Milão, e que viveu de 1939 a 1949 em Nova York, quando, com a mãe Sylvana e o irmão Richard, a um chamado do pai, Victor Civita, já então no Brasil, mudou-se para São Paulo, para assistir, de camarote, ao lançamento do Pato Donald e, com ele, ao nascimento da Editora Abril. Voltou depois para os Estados Unidos para estudar, até regressar em definitivo ao Brasil, na segunda metade dos anos 60, trazendo na bagagem idéias que contribuiriam para mudar radicalmente o perfil do jornalismo brasileiro, sobretudo no segmento de revistas. Foram tempos em que a Abril lançou títulos como Realidade, Veja, Exame e Playboy, entre outras, valorizando o jornalismo de texto, de apuração rigorosa de informações, de independência editorial – uma revolução para os padrões da época.

At the helm of this publishing and communications empire is the Tupi-Italo-American Roberto Civita, born in 1936 in Milan, who lived in New York from 1939 to 1949, until his father, Victor Civita, summoned his brother Richard and mother Sylvana to Brazil. They moved to São Paulo to watch the debut of Donald Duck, and with it, the birth of the Abril Group, from a VIP box. Victor went back the United States to study, and then returned in the late 1960s, carrying ideas in his luggage that would bring radical change to Brazilian journalism, especially in the magazine filed. Those were the days when Abril launched magazines like Realidade, Veja, Exame, and Playboy, among others, assigned a place of honor to print journalist, with rigorous checking of information and editorial independence — a revolution by the standards of the time.

On Abril’s editorial independence since those glory days of yore, see

The frequency with which Veja trots out the “we were not lying, we are just shockingly inept” defense is astonishing. Globo is fond of that defense, too, I notice.

É do alto do Edifício Abril, na Marginal do Pinheiros, e de seus 70 anos, mais de 40 deles dedicados a fazer revistas (coisa de que mais gosta, segundo ele mesmo enfatiza), que Civita comanda um grupo de empresas que faturou em 2006 R$ 2,5 bilhões, gerando emprego para um exército de quase 6 mil profissionais. Jóia da coroa, a Editora Abril detém 50% do mercado brasileiro de revistas (algo da ordem de 200 milhões de exemplares por ano). Sozinha, a empresa responde por 80% das receitas da corporação, tendo, no ano passado, publicado 318 títulos, dos quais 111 regulares e 207 edições one shot e especiais. São 45 redações que, em conjunto, empregam cerca de mil jornalistas, 60% deles (possivelmente um pouco mais) mulheres.

From atop the Abril building on the Pinheiros Beltway, at 70 years of age — more than 40 of them dedicated to publishing magazines (the work he most enjoys, he emphasizes) — Civita commands a media group with R$2.5 billion in revenues in 2006, generated employment for 6,000 professionals.

Yes, but how many of those are freelancers working without a contract?

The jewel in the crown, the publish arm of the group controls 50% of the Brazilian magazine market (on the order of 200 million copies a year). The publishing arm alone accounts for 80% of revenues, having published, in the last year, 318 titles, 111 of them periodical and 207 of them “one-shot” [sic] and special editions. It has 45 editorial offices which, together, employ nearly 1,000 journalists, 60% of them (or perhaps a little more) women.

Fazem parte desse império também as editoras Ática e Scipione, líderes no segmento de livros didáticos.

Also part of the empire are the Ática and Scipione imprints, leaders in the school textbook sector.

Which thrive on government contracts.

Na manhã do último dia 19 de julho, dois dias após o terrível acidente com o vôo JJ 3054 da TAM, que matou quase 200 brasileiros, Civita recebeu os editores Eduardo Ribeiro e Wilson Baroncelli (dois ex-repórteres da Abril, que trabalharam juntos, em meados dos anos 70, em revistas como Placar e TV Guia, esta última de curta duração), no 19º andar do Edifício Abril, para uma conversa sobre jornalismo, jornalistas, mercado editorial, política e, claro, revistas. O acidente aéreo, obviamente, entrou na pauta, como não poderia deixar de acontecer, tal o abalo que provocou em todo o País. Acompanhado pela assistente Meire Fidelis e, parcialmente, pelo diretor secretário editorial Sidnei Basile, o encontro teve como convidado especial o professor Carlos Chaparro, da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo, a ECA/USP, cuja valiosa contribuição poderá ser percebida ao longo desta edição.

On the morning of July 19, two days after the terrible accident suffered by TAM Flight 3054, which killed nearly 200 Brazilians, Civita received former Abril reporters Eduardo Ribeiro and Wilson Baroncelli (who worked together in the mid-1970s on magazines like Placar and TV Guide, the latter a short-lived venture), on the 19th floor of the Abril Building for a conversation on journalism, the publishing market, politics, and, of course, magazine. The aviation disaster, obviously, entered in, as how could it not, given the shock and grief Brazilians felt over the incident. Accompanied by aide Meire Fidelis, with executive secretary of publishing Sidnei Basile present for part of the interview, the meeting had as a special guest Prof. Carlos Chaparro of the University of São Paulo’s School of Communications and Arts, whose valuable contribution is visible throughout this interview.

Na ampla e sóbria sala de reuniões, de onde, emoldurada pelo conjunto de vidraças, se tem uma vista espetacular da Marginal do Pinheiros, difícil de imaginar por quem por ela só trafega, o encontro, inicialmente programado para uma hora e meia, estendeu-se por mais de duas, ainda assim sem esgotar a ‘ambiciosa pauta’ levada pelos entrevistadores. Pontual, Civita ocupou a cabeceira da imensa mesa oval, tendo ao fundo uma estante decorada com os vários troféus recebidos por ele e pela Abril ao longo dos anos.

In the spcious, sober conference room where, framed by plate-glass windows, a spectacular view of the Pinheiros Beltway is to be had, …

A spectacular view of a somewhat unspectacular roadway. One assumes that it also has a nice view of the Great Smoking Hole of Pinheiros. When subway excavations collapsed in January — it looked like a small meteor strike — the Abril Bldg. had to be hastily evacuated.

Não houve assunto tabu, mas não houve também respostas diretas para algumas perguntas. Se o assunto era ainda confidencial, ele não titubeava: “Disso não falo por enquanto”.

No topics were off-limit, but there were also no direct answers to some questions. If the matter was confidential, Civita did not hesitate: “I am not going talk about that for the time being.”

Mas trocava a negativa por informações valiosas sobre o tema. Se a colocação era pontual, como uma crítica a um ou outro posicionamento de Veja, por exemplo, ele optava por contextualizar e explicar com clareza a missão e o espírito da revista, evitando analisar questionamentos específicos. Se o assunto era complexo e merecesse reflexões, ele indagava e anotava, mostrando-se aparentemente disposto a levá-lo para dentro da empresa para ser melhor debatido.

[tktktktktk]

I will refrain from posting the entire text to avoid getting ratfinked on the peculiarly flexible Brazilian concept of fair use. Stay tuned.

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