Rio: Sergio Leo on the Trooper Elite

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Watching Rede Globo’s Fantástico (Brazil) — Second Life is not just a game, it’s an actual alternative reality! — questioning the verisimilitude of infotainment is like seeing Timothy Leary or Baba Ram Dass invited to chair the ethics committee of the American Psychological Association.

Sergio Leo is

jornalista desde 1983. pela UFRJ. É especialista em Relações Internacionais pela UnB. Foi redator na Ciência Hoje, pauteiro na Manchete, repórter na IstoÉ e diretor de sucursal na IstoÉ Dinheiro. Fez artigos na revista argentina Notícias. Foi repórter especial no Globo, na Folha e na TV Globo. Coordenador de Economia no JB. Editor regional da sucursal Brasília no Estadão. É repórter especial e colunista no jornal Valor (que, ressalve-se, nada tem a ver com este blogue). … É mau percussionista, clarinetista hediondo e pavoroso no violão.

… a journalist since 1983, graduating from the federal university in Rio. Specialist in international relations at the Univ. of Brasília. Former editor of Science Today, coverage planner at Manchete, reporter at IstoÉ and bureau chief for IstoÉ Dinheiro. Wrote for the Argentine magazine Notícias. Special reporter for O Globo, the Folha and TV Globo. Economics coordinator for the Jornal do Brasil. Regional editor for the Estadão‘s Brasília bureau. Special reporter and columnist for Valor (which has nothing to do with this blog, mind you) … bad percussionist, criminally incompetent clarinet player, and stupefyingly awful on the guitar.

I commit my criminal outrages upon the cavaquinho and viola caipira.

He writes:

Estava lendo o Reinaldo Azeredo, e, como sempre, apavorando-me com o volume de rancor que a turma evacua na caixa de comentários lá dele, quando chega O Globo na redação, e me sinto confortado pela excelente discussão levantada pelo jornal dos Marinho. Tropa de Elite é ou não um filme facista?

I was reading Reinaldo Azeredo [of Veja magazine] and, as always, was slack-jawed at the volume of vitriol that the mob deposits in that comment thread of his. At that moment, the O Globo daily was delivered to the newsroom where I work and I felt comforted by the excellent discussion I read there. Is Tropa de Elite [“The Trooper Elite”] a fascist film, or is it not?

É o tipo de filme que não vi nem verei; leio os artigos para não ficar fora do debate, mas tenho outras idéias sobre como representar a violência no cinema (Dogville é meu preferido, a violência sem glamour, apesar da Nicole Kidmann, ai Nicole). Quando me vejo em frente à tela, com meus filhos ao lado, sou o pai mala, sempre alertando para essa doentia maneira hollywoodiana de ver o mundo, ou pelo sexo despersonalizado ou a violência catártica e sensualizada. O sexo como instrumento de poder e a violência como norma na solução de conflitos, essa é a sociedade da doutrina visual contemporâena. Não é um mundo muito divertido na vida real.

It’s the kind of film I don’t go see and never will.

I read the articles about it so as not to get left out of the debate, but I have other ideas about how to represent violence in film (Dogville is my favorite, violence without glamor, even with Nicole Kidman — oh, Nicole!). When I a sitting in front of the screen with my kids beside me, I play the role of the evil dad, always reminding them how sick this Hollywood way of looking at the world is, whether for its depersonalized sex or its cathartic, sensualized violence. Sex as an instrument of power and violence as a normal way of resolving conflicts, that is the kind of society that contemporary visual doctrine portrays. But that world is not as much fun as it looks in real life.

O velho Freud já dizia, entre baforadas do charuto cancerígeno que lhe furou a bochecha, que a alma das gentes oscila entre o impulso de sexo e o de destruição, Eros e Tanathos [sic], ambos escalados e maquiados sempre de forma pervertida e irresistível em boa parte da cinematografia contemporânea (Kill Bill é o arquétipo disso, nunca consegui ver mais de cinco minutos do filme, ainda que lá tenha a Uma Thurman, ah Uma).

Old Freud used to say, between drags on a carcinogenic cigar that ended up wearing a hole in his cheek, that our souls waver between sexual and destructive urges, Eros and Thanatos, both of which are pumped up and portrayed in a perverted and irresistible manner in a lot of contemporary filmmaking (Kill Bill is the archetype, I can never manage to watch more than five minutes of it, even with Uma — oh, Uma!)

I have a terrible, infinitely yearning Uma complex myself. Don’t tell the Mrs.

Meus filhos, pelo jeito, concordam comigo e foi meu caçula quem, depois de ver a cópia pirata do Tropa de Elite, em casa de amigos, me contou, na cozinha, o que achou do filme: “é, pai, parece que o cinema nacional aprendeu com os americanos, essa coisa de apelar para a violência para chamar público”.

My kids, it seems, agree with me. It was my youngest, in fact, who after seeing a pirate copy of The Trooper Elite at a friend’s house told me, in the kitchen, what he thought of the film: “Yeah, Dad, it’s like Brazilian movies learned from the Americans, this thing of using violence to draw an audience.”

Ele sabe que “Tropa” é mais que isso; traz, por exemplo, uma discussão interessante sobre o círculo que envolve tráfico, estado e classe média, tem uma mensagem com a qual concordo plenamente: já se foi o tempo em que a droga era coisa de descolado e porta para novas percepções; hoje é uma indústria, e fonte de renda principal da criminalidade, contra a qual a classe média limpinha protesta depois de curtir seu barato no conforto doméstico (quem me ensinou isso foi meu falecido amigo Tim Lopes. Vai encarar?).

He knows that the film is much more than this: It offers, for example, an interesting debate on the vicious circle connecting the traffic, the state and the middle class. It carries a message with which I agree entirely: The notion that drugs are something that opens the doors of perception is outworn; these days, they are big business and a principall source of revenue for the criminal world against which the middle class gets so indignant after enjoying a little snort in the comfort of their own homes (as my late friend Tim Lopes taught me) …

The late TV Globo reporter was killed by Elias the Madman and his gang while filming an undercover exposé for his employer. See also

Como não vi e não gostei, deixo para o João Paulo Cuenca concluir esse comentário. Ele viu cópia autorizada, com convidados vip, lá no Rio de Janeiro:

But since I did not see it, and even so, did not like it, I will leave it to João Paulo Cuenca to conclude this commentary. He saw an official print along with the VIP invitees there in Rio:

An O Globo blog columnist.

“O problema começa quando esse monstro disforme chamado opinião pública faz uma leitura do filme que corrobora esses métodos e valores. E aí, “Tropa de elite” pode perigosamente entrar para a história como o filme da geração “Cansei”. O público torce pelo herói torturador e mata com ele, tortura com ele, em repetidas cenas à la Abu Ghraib – ou “Guantanamo no Rio de Janeiro”, como disse meu amigo Daniel Alarcón. As celebridades enfiadas em black-tie aplaudem cada porrada, num frisson de adrenalina, e todos se convertem instantaneamente em perfumados torturadores de gabinete.”

“The problem begins when this deformed monster called public opinion reads the film in a way that confirms its own biases and values. When that happens, the film might well risk going down in history as the film of the “I am sick and tired …” generation. The audience roots for the hero-torturer, killing who he kills, torturing who he tortures, in repeated scenes in the vein of Abu Ghraib — or “the Guantanamo of Rio de Janeiro,” as my friend Daniel Alarcón says. The celebrities in their black-tie cheer every beating, in a rush of adrenalin, converted instantly into well-groomed armchair torturers.”

Men after my own heart, these reviewers, I have to say.

I had very much the same reaction to 007: Casino Royale when it played here. See

The film itself is basically a feature-length commercial for (1) Sony consumer electronics, most especially Sony Vaio laptops, Sony Ericcson cell phones and some kind of Blackberry-like handheld device with an iPod look and feel to it, and (2) the latest in military-grade assault weapons.

And see also

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