Venezuelan E-Voting: Notes from the Radical Beancounters

“Our investigations reveal how and when election fraud is possible, and conclude that the secrecy of the ballot is secure. The key to avoiding possible fraud is the presence of witnesses, who should remain at the voting station until the end. Meanwhile, a survey taken at 20 subway stations by Televen journalists, 80% of 320 persons surveyed said they would vote NO.”Quinto Dia (Venezula), December 2

PRIMEIRAS SONDAGENS INDICAM VITÓRIA DE CHÁVEZ: “Exit polls indicated victory for Chávez,” according to the EFE news agency.

The exit polls and the official results reportedly do not jibe. See

I am reading comments by the folks from Brazil’s Voto Seguro project — a group of engineers and computer scientists lobbying for technical improvements to Brazil’s e-voting system.

Brazilian e-voting systems have produced at least a couple of pretty disastrously ambiguous results in the last year or so: The state elections in Alagoas last year, and a failed quick count in Ecuador performed by the same consortium that does Brazil’s national quick count. In the latter case, the executive in charge of the project had to flee the country ahead of a fraud investigation.

Here, the Voto Seguro gang comment on an interview with a Brazilian election observer on the security and auditability of the Venezuelan system. Brazilian authorities are contemplating incorporating biometric identification into their e-voting system.

The VS folks — I am giving you a highly simplified “for dummies” version — seem to tend to think that this is all very nice, but less of a priority than improving the audit trail (above all, a paper record) and opening the codebase of the software used in the machine.

Let me translate the interview along with some of the commentary. Engineer Amilcar’s principal — and eternal — complaint: When politicians report on such issues, they tend not to know what the hell they are talking about.

Esta questão da ligação da máquina de identificar com a máquina de votar na Venezuela não está clara. Em 2004, eram desconectadas pois existiam 20 mil máquinas de votar (americanas) e apenas 5 mil máquinas de identificar (chinesas). Como este detalhe da conecção ou não entre as máquinas nem raramente é observado por observadores leigos, ficamos sem saber ao certo como é a coisa lá. Precisaríamos de um observador conhecido, ao qual pudéssemos explicar exatamente o problema, para obter uma informação confiável.

This issue of linking the [biometric] ID machine to the voting machine in Venezuela is not clear. In 2004, they were not connected because there were 20,000 (American) voting machines and only 5,000 (Chinese) ID machines. Because this detail is often reported on by lay observers, we do not really know for certain how things actually work there. We need a well-known observer to whom we could explain exactly what the question is, in order to get a reliable report.

O deputado Nilson Mourão (PT-AC) compõe a Comissão de Observação do referendo. De Caracas, ele falou por telefone com Paulo Henrique Amorim nesta sexta-feira, dia 30, e disse que o sistema eleitoral da Venezuela é seguro (aguarde o áudio).

Federal lawmaker Mourão of Acre is part of the commission observing the election. From Caracas, he spoke with Amorim by telephone on Friday, November 30, and said the voting system in Venezuela is secure (audio to come).

“É um sistema absolutamente seguro. O eleitor chega, coloca a sua digital numa máquina. Ele vota, a máquina emite um recibo. Entretanto, o eleitor não sai com ele. É depositado numa urna, e permite depois fazer aquilo que ele chamam de auditoria. A conferência do resultado eletrônico com resultados individuais. 30% das sessões eleitorais são auditadas”, disse Mourão.

“The system is absolutely secure. The voter arrives, records his fingerprint in a machine. He votes, the machine emits a receipt. But the voter does not leave with the receipt in hand. It is deposited in a ballot-box, which permits what they call an audit to be performed later. Comparing the electronic result with individual results. Thirty percent of the precincts are audited,” said Mourão.

O deputado Nilson Mourão discordou da opinião do presidente do TSE brasileiro, Ministro Marco Aurélio de Mello, que disse que, se aprovado, o projeto que prevê a emissão de um comprovante do voto será rejeitado pelo Supremo porque viola o sigilo do voto e é inconstitucional (clique aqui).

Mourão disagreed with the opinion of the president of the Brazilian federal election tribunal, Marco Aurélio de Mello, who said that, if approved, the bill providing for the a paper record of the vote will be rejected by the Supreme Court because it violates the principal of the secret ballot and is unconstitutional.

This is a thorny issue, with a lot of logic-chopping in it.

Mourão deu como exemplo o sistema venezuelano que tem urna eletrônica e emite o comprovante: “eu acho que de forma alguma (a emissão do comprovante viola o sigilo do voto). Acho que o sistema da Venezuela é contundente nesse sentido. O voto do eleitor permanece secreto, na medida em que ele vota e recebe o recibo do seu voto. Ele não sai com o voto dele, sem infringir no sigilo do voto. Antes de ele sair ele deposita numa urna”.

Mourão gave as an example the Venezuelan system, which has an e-voting machine and emits a proof of voting: “I do not think so (that the emission of this paper record violates the principle of the secret ballot.) The Venezuelan system is rock-solid in this sense. The vote remains secret to the extent that he votes and receives a receipt showing he voted. He does not leave with a record of how he voted, without violating the secrecy of the ballot. Before he leaves he deposits it in a box.”

Interview with Nilson Mourão:

Paulo Henrique Amorim – Eu vou conversar agora com o deputado Nilson Mourão, do PT do Acre. No momento ele se encontra em Caracas, na Venezuela, e faz parte de uma delegação de parlamentares que vai observar a votação, no domingo, do plebiscito proposto pelo presidente Hugo Chávez. Deputado, o senhor vai bem?

[tktktktkt]

Nilson Mourão – Graças a Deus tudo bem. Chegamos hoje pela manhã aqui em Caracas. Nos incorporamos ao trabalho, dos observadores internacionais convidados, ao presidente do Conselho Nacional eleitoral da Venezuela, que é o TSE da Venezuela. Nós temos observadores, Paulo Amorim, dos Estados Unidos, da Europa, da Ásia, da América do Sul, da América Central. O número de observadores é bastante representativo.

[tktktktkt]

Paulo Henrique Amorim – Quantas pessoas são nessa missão de observação?

[tktktktkt]

Nilson Mourão – Até o momento, ultrapassamos 150 observadores internacionais. Até agora, até que novas delegações cheguem.

[tktktktkt]

Paulo Henrique Amorim – Esses observadores, portanto, foram convocados por um tribunal eleitoral, é isso?

[tktktktkt]

Nilson Mourão – Foram convidados pelo TSE da Venezuela, o Conselho Eleitoral Nacional (CNE), convite feito pela presidente, doutora Tibisay Lucena.

[tktktktkt]

Paulo Henrique Amorim – Não são, portanto, convidados do presidente Chávez.

[tktktktkt]

Nilson Mourão – Não, de forma alguma. É do Poder Eleitoral. Nós estamos aqui para fazer uma observação isenta, uma observação de todo o processo que acontece desde agora, aqui na Venezuela, acompanhando o processo de amanhã. Hoje é o dia de encerramento da campanha. Amanhã é o dia sem campanha eleitoral e domingo é o dia das eleições. Nós podemos entrar em todas as sessões eleitorais, podemos conversar com os eleitores, podemos fazer perguntas, mas não podemos interferir no processo eleitoral evidentemente.

[tktktktkt]

Paulo Henrique Amorim – Agora, se não engano, o processo eleitoral aí na Venezuela é um processo de urna eletrônica com papelzinho comprobatório do voto, não é isso?

[tktktktkt]

Nilson Mourão – É verdade. É um sistema absolutamente seguro. O eleitor chega, coloca a sua digital numa máquina. Ele vota, a máquina emite um recibo. O recibo, entretanto, o eleitor não sai com ele. É depositado numa urna, e permite depois fazer aquilo que ele chamam de auditoria. A conferência do resultado eletrônico com resultados individuais. 30% das sessões eleitorais são auditadas.

[tktktktkt]

Paulo Henrique Amorim – 30%?

[tktktktkt]

Nilson Mourão – 30% das sessões são auditadas, feitas numa pesquisa, como se diria, por sorteio, aleatoriamente.

[tktktktkt]

Paulo Henrique Amorim – Os senhores vão acompanhar essa auditagem?

[tktktktkt]

Nilson Mourão – Os observadores eleitorais devem acompanhar e começa a partir das 18 horas de domingo. Como resultado final do seu trabalho (…) eleitoral.

[tktktktkt]

Paulo Henrique Amorim – Quantos brasileiros têm nessa comissão?

[tktktktkt]

Nilson Mourão – Por ora, estão aqui cinco brasileiros. Durante o dia e amanhã ainda chegarão mais delegados do Brasil. Creio que, ao todo, chegarão 15 observadores.

[tktktktkt]

Paulo Henrique Amorim – O senhor sabe, deputado, que a Comissão de Constituição e Justiça tem uma subcomissão só sobre segurança do voto e ela está propondo exatamente esse sistema de contraprova física, mais auditagem. Acontece que o presidente do TSE brasileiro, Ministro Marco Aurélio Mello, já disse que se isso for para o Supremo ele vai derrubar. Porque isso viola o sigilo do voto. O que o senhor acha?

[tktktktkt]

Nilson Mourão – Eu acho que de forma alguma, acho que o sistema da Venezuela é contundente nesse sentido. O voto do eleitor permanece secreto, na medida em que ele vota e recebe o recibo do seu voto. Ele não sai com o voto dele, sem infringir no sigilo do voto. Antes de ele sair ele deposita numa urna. A mesa eleitoral fica com o recibo do voto, que o eleitor deposita na urna. E isso permite ao final que o presidente do partido, se o fiscal de um partido quiser impugnar aquela sessão, a contagem é feita imediatamente. Compara o resultado da máquina com o resultado dos votos que estão na urna, sem infringir no sigilo do voto. Nós deveríamos aperfeiçoar sim o sistema eleitoral brasileiro.

[tktktktkt]

Paulo Henrique Amorim – Deputado, eu quero ter a possibilidade de conversar com o senhor no domingo à noite. Eu sei que aí são duas horas para trás, não é isso?

[tktktktkt]

Nilson Mourão – Com o maior prazer.

[tktktktkt]

Paulo Henrique Amorim – Para conversarmos depois da eleição depois de realizada. O clima aí em Caracas é um clima de batalha campal como diz a imprensa escrita brasileira ou está tranqüilo?

[tktktktkt]

Nilson Mourão – Não, de forma alguma. Eu diria que está um clima democrático. Ontem foi a última manifestação pública da oposição. Eles se manifestaram, a cidade está colorida de votos a favor do referendo, contra o referendo. Hoje é o dia da manifestação daqueles que apóiam as mudanças e apóiam o presidente Chávez. As pessoas estão tomando conta das ruas, eu não vi até o presente momento nenhum clima de violência, se soldados no meio da rua. Eu vi uma cidade democrática, com participação democrática.

[tktktktkt]

Leave a Reply

Please log in using one of these methods to post your comment:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s