Rio: “Army Gives Rio the Haiti Treatment”

Quando você for convidado pra subir no adro da
Fundação Casa de Jorge Amado
Pra ver do alto a fila de soldados, quase todos pretos
Dando porrada na nuca de malandros pretos
De ladrões mulatos
E outros quase brancos
Tratados como pretos
Só pra mostrar aos outros quase pretos
(E são quase todos pretos)
E aos quase brancos pobres como pretos
Como é que pretos, pobres e mulatos
E quase brancos quase pretos de tão pobres são tratados
E não importa se olhos do mundo inteiro possam
estar por um momento voltados para o largo
Onde os escravos eram castigados
E hoje um batuque, um batuque com a pureza de
meninos uniformizados
De escola secundária em dia de parada
E a grandeza épica de um povo em formação
Nos atrai, nos deslumbra e estimula
Não importa nada
Nem o traço do sobrado, nem a lente do Fantástico
Nem o disco de Paul Simon
Ninguém
Ninguém é cidadão

— Caetano Veloso and Gilberto Gil, “Haiti”

Exército admite uso de tática do Haiti em favela do Rio: Somehow, the Brazilian Army has, indeed, quitely entered into the “war on organized crime” — occupying a Rio shantytown to provide “security” for an urbanization project?

See also

The Estadão (Estado de S. Paulo daily) reports. Earlier this year, the Estadão ran a remarkable series by a reported “embedded” with Brazilian troops in Haiti, essentially evangelizing the notion that the tactics used by the Brazilian-led UN mission in Haiti should be applied to Rio de Janeiro.

How did that happen? The Army high command was against it, as was the Ministry of Defense, the Ministry of Justice, and Squid, the Decider, as I thought I understood it?

“Why the chain of command is purely optional.”

Is there a course by that name at the Brazilian Sandhurst or West Point?

Fontes do Exército confirmaram ontem que as técnicas empregadas na ocupação do Morro da Providência, iniciada na quinta-feira, são as mesmas que as tropas brasileiras utilizam na missão de paz das Organizações das Nações Unidas (ONU) no Haiti. O Exército pretende permanecer no local por um ano.

Army sources confirmed today that techniques employed in the occupation of the Morro da Providência, initiated last Thursday, are the same usedby Brazilian troops in the UN peace mission in Haiti. The Army intends to remain in the location for one year.

In its raid on Cité Soleil, the Brazilian-led MINUSTAH troops fired 23,000 rounds in the space of a few hours in an area of flimsy residential contstructions.

See


Embassy cable, July 5, 2006: Official body count was 6-10; human rights groups reported 50-70. MINUSTAH made no effort to clarify the body count, saying only it had not “intentionally” targeted civilians with any of the 23,000 rounds expended. Brazilian commanders later attributed deaths to subsequent “gang reprisals against suspected informants.” Nothing was revealed.

O general Williams Soares, comandante da 9ª Brigada de Infantaria Motorizada, que atuou no Haiti, reuniu-se ontem com moradores, prometeu obras e percorreu a favela. Ele anunciou a redução do efetivo de 200 para 60 homens e definiu a ocupação como “tranqüilíssima”. “Foi uma decisão cujo critério foi de referência logística. O efetivo deve se adequar às necessidades táticas”, disse o coronel Carlos Barcelos, chefe da Comunicação Social do Comando Militar do Leste.

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Além da redução do efetivo, o general orientou pessoalmente os subordinados para que evitem demonstrações ostensivas do poderio bélico. Soares ordenou a retirada das metralhadoras que estavam na única quadra de esportes da comunidade, transformada em base pelos militares. Na reunião na Associação dos Moradores do Morro da Providência, o general prometeu obras, festa de Natal com distribuição de presentes para as crianças, colônia de férias, projeção de filmes, atendimento médico e dentário. Em contrapartida, o Exército está coletando mais informações sobre a favela e os moradores. Os militares filmaram e fotografaram a reunião e toda a movimentação das tropas.

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À tarde, o general obteve sua primeira vitória ao aplacar a revolta de líderes comunitários contra o projeto social previsto para a favela. O senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), autor do projeto, anunciou que a segunda fase das obras, em janeiro, vai contemplar a localidade conhecida como Pedra Lisa, conforme reivindicava a associação, que acusou o político de montar o projeto com fins unicamente eleitoreiros. O senador negou a denúncia de uso eleitoral do projeto. var keywords = “”;

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