Racketeering and Rio Carnaval: “O Bicho Ainda Anda Solto”

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Vintage roleta with bichos. Source: Musem of the Policia Civil, Rio de Janeiro

Bicheiros ainda mandam na Liga e nas escolas (O Globo, Rio de Janeiro): “Numbers racketeers still rule in LIESA and Rio’s carnival societies.”

RIO – Após sofrerem a primeira condenação judicial, em 1993, por formação de quadrilha, os bicheiros do Rio começaram a perder seu prestígio social, na mesma proporção em que cresceu o controle deles do maior desfile de escolas de samba do país. Três deles voltaram a ser condenado pelo mesmo crime.

After suffering their first criminal conviction in 1993 for criminal conspiracy, the bicheiros, or numbers racketeers, of Rio began to lose their social prestige, even as their control over the largest Carnaval parade in Brazil was increasing. Three of them were later convicted again of the same crime.

Se o carnaval de 2008 começa com os dois mais poderosos representantes dos bicheiros – Ailton Guimarães Jorge, o Capitão Guimarães, e Aniz Abraão David, o Anísio – à beira de serem condenados mais uma vez, por envolvimento na Operação Hurricane, este também será o ano em que a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), que eles comandaram, mais vai receber dinheiro público.

And even as Carnaval 2008 begins with two of the most powerful bicheiros — “Captain” Guimarães and Anísio of Beija-Flor — on the verge of being convicted once again, this time for their involvement in the Operation Hurricane [buying cops and judges] case, this is also the year in which LIESA (The independent league of carnival societies), which they run, is going to receive more public funding.

Veja has a short story on the same topic, which I am not going to bother to read. O Globo and Veja seem to have a sort of tag-team act going on subjects of common strategic interest to their owners.

Neste carnaval, deverão passar pelos cofres da Liesa cerca de R$ 85 milhões em contratos com entes privados e públicos. Pela primeira vez, os governos federal, estadual e municipal deram recursos às escolas. Foram R$ 12 milhões da União, através de patrocínio da Petrobras e de algumas empresas das quais a estatal é sócia; R$ 4 milhões de subsídio do governo estadual; e R$ 8,8 milhões da prefeitura. A liga retém 5% desses valores como taxa de administração.

This carnival season, LIESA is due to receive nearly R$85 million in public and private contracts. For the first time ever, the federal, state and municipal governments have funded the escolas de samba — R$12 million from the federal Union, through Petrobras and some of its state-controlled partners; R$4 million in subsidies from the state government; and R$8.8 million from the municipal government. LIESA retains 5% of these sums for administrative overhead.

Além disso, a Liesa administra ainda a venda dos ingressos, que vai render R$ 38,4 milhões (a taxa de administração nesse contrato é de 2,65%). Pelo acordo com a prefeitura, 30% da venda dos ingressos são para a montagem da infra-estrutura do desfile.

LIESA also manages ticket sales, which will yield R$38.4 million this year (the administrative overhead on this contract is 2.65%). Under its agreement with the city government, 30% of the gate goes toward funding the infrastructure of the competitive parades.

And how much does it get from the Organizações Capivara Globo?

The rest — where presumably O Globo actually details how and to what extent the bicheiros “still rule” (if, in fact, they do) — is for paying subscribers.

I might actually pay to read the details of that story.

Terra has this angle on the story:

O Carnaval do Rio de Janeiro começa neste domingo depois de prisões de bicheiros ligados a escolas no ano passado e suspeitas o sobre resultado de 2007 e sobre o ligamento da Mangueira com tráfico de drogas. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

Rio’s carnival celebration begins today after the arrest last year of bicho bankers with ties to its major carnival societies, and amid suspicions about the results of the 2007 competitions and links between Mangueira and the drug traffic. The reporting is by the Folha de S. Paulo.

Veja-Globo-Folha: they apparently have joint planning of the news agenda.

Os “preparativos” começaram em abril passado, quando a Operação Furacão [sic; the official designation was the English word], da Polícia Federal, prendeu os dois homens mais poderosos do Carnaval: os bicheiros Ailton Guimarães Jorge, o Capitão Guimarães, que se afastou da presidência da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), e Aniz Abrahão David, o Anísio, presidente de honra da Beija-Flor. Atualmente, os dois estão soltos.

The “preliminaries” began last April when Operation Hurricane, run by the federal police, arrested the two most powerful figures in the carnival world: “Captain Guimarães,” who resigned from LIESA, and Anísio, honorary president of Beija-Flor. The two are currently out of jail.

A Câmara de Vereadores do Rio instalou uma CPI para investigar o resultado do Carnaval 2007. No entanto, não ficou provada manipulação em favor da Beija-Flor, mas se questionaram os critérios de escolha dos jurados e o excesso de poder e dinheiro nas mãos da Liesa.

The Rio city legislature installed a commission of inquiry to investigate the results of last year’s competition, but manipulation in favor of Beija-Flor was not proven, although the selection of jurors and the excessive power and money of LIESA was questioned.

As far as I could tell, that CPI just vanished — including vanishing from the city legislature’s Web site — without ever reaching a formal conclusion. Am I misinformed?

O carnavalesco Alexandre Louzada, que venceu com a Beija-Flor no ano passado e com a Vila Isabel em 2006, diz que não há a possibilidade de os jurados tirarem pontos da escola de Nilópolis para evitar suspeitas. Segundo ele, o julgamento ficaria sob suspeita e seria um revanchismo.

Carnival artist Alexandre Louzada, who won with Beija-Flor last year and with Vila Isabel in 2006, said there was no way the jurors could have shaved points from the school from Nilópolis (Beij-Flor) to avoid creating suspicion. According to him, the probe was itself suspect and was the result of retribution.

As the Observatório da Imprensa — a useful repository for organized back-story — notes, O Globo ran this story on the bicho and carnival, and foreign coverage of the same, back in 2005;

“Reportagens publicadas ontem em sites de dois grandes órgãos de imprensa dos Estados Unidos — a rede de televisão CNN e o jornal ‘The New York Times’ — discutem os patrocinadores do carnaval carioca. O jornal mostrou o apoio de grandes companhias multinacionais a algumas escolas de samba do Rio e de São Paulo. Já a CNN reproduziu reportagem da agência Associated Press (AP) sobre o dinheiro ilícito do jogo do bicho, que tradicionalmente financiaria os desfiles mais luxuosos ocorridos na Marquês de Sapucaí.

“Reporting that appeared today on the Web sites of major U.S. news outlets — CNN and the New York Times — discuss the patrons of Rio carnival. The newspaper reports on the patronage of some carnival societies in Rio and São Paulo by major multinational corporations.


No Mínimo (Brazil) Web poll: Do you think Carnaval 2007 was fixed? Top answer: “Of course it was! In Rio, corruption runs hog wild.”

The BOVESPA (Stock Market of the State of São Paulo) sponsored our local escola last year, Pérola Negra (to which all honor and glory, saravá). We thought it was handled well, and actually turned out to be extremely groovy.

The message, as I received it: BOVESPA, which is actively (and credibly) promoting corporate governance with its tiered listings standards, believes in the positive side of business, over and against freebooting “savage capitalism.”

I would actually like to believe that. I have no real reason to question it, as to sincerity, at any rate. I am interested to see how that pans out. I admit that I hope it does.

A reportagem da AP chega a comparar o Rio a Las Vegas, meca americana do jogo e do luxo frívolo. ‘O carnaval brasileiro parece ser o tipo de diversão que precisa ser ilegal para funcionar — e de certa maneira o é’, afirma o texto. A reportagem diz que a tradição da folia carioca está fundada no ‘jogo de números ilegal chamado ‘jogo do bicho’ e afirma que as relações entre os contraventores e as escolas de samba está mais aberta do que nunca este ano.

The report from the Associated Press even compared Rio to Las Vegas, the Mecca of American gambling and frivolous luxury. “Brazilian carnival seems to be the kind of fun that needs to be illegal in order to work — and in a certain way, it is,” the article says. The AP says the Rio carnival tradition is founded on “illegal numbers rackets called ‘the animal game'” and that relations between the racketeers and the carnival societies is more openly acknowledged than ever this year.

Yes, but Las Vegas casinos have to provide a decent audit trail, so that if, for example, Mexico’s reputed “man behind the meth,” Zhenli Ye Gon, drops tens of millions in bets, the drug-busting feds can get on his ass about it.

Which actually seems like a reasonable request to make — provide the gummint does not abuse its powers.

Peed skills. Skeed pills. Er, speed kills.

‘Uma grande escola de samba, Salgueiro, vai homenagear dois proeminentes bicheiros’, diz, referindo-se a Miro e Maninho, pai e filho, patronos da escola, mortos ano passado.

“A major carnival society, Salgueiro, is going to pay homage to two prominent bicho bankers,” it reports, referring to Miro and Maninho, its father-and-son patrons, who died the previous year.

For “Maninho died,” read “Maninho was executed, gangland style.”

‘Todo mundo sabe que os bicheiros financiam o carnaval, é a forma que eles encontram para ter legitimidade na sociedade’, disse o antropólogo e colunista do GLOBO Roberto DaMatta, citado pela reportagem da AP.

“Everyone knows the bicho banks Carnaval, it is their way of seeking social legitimacy,” said anthropologist and O GLOBO columnist Roberto da Matta, quoted by the AP.

A agência de notícia Reuters noticiou que o carnaval carioca vai pôr na ‘avenida uma mesa farta, patrocinada por multinacionais ligadas ou não ao setor de alimentação’. São citados os enredos da Mocidade, da Grande Rio e do Salgueiro.”

The Reuters news agency reported that Rio carnival will put “richer fare on the table this year, sponsored by multinational corporations, some tied to the food industry.” It cites the carnival themes of Mocidade, Grande Rio and Salgueiro.

Around the same time, the Folha de S. Paulo ran an interview with UFRJ anthropologist Maria Laura Viveiros de Castro Cavalcanti on the subject, according to whom

Para ela, há uma diferença muito grande entre a influência do jogo do bicho e do tráfico no Carnaval. ‘O bicheiro quer aparecer e se integrar à sociedade. Para isso, é importante que a escola dele ganhe. Já o tráfico não pode aparecer. Sua interferência é mais imediatista e seu código, muito mais bárbaro’, explica.

… there is big difference between the influence of the numbers rackets on Carnaval and the influence of the drug traffic. “The bicho-banker wants to put in an appearance and gain social acceptance, so it is important that his carnival society win. But the Traffic cannot appear publicly. Its interference is more immediate and its code much more barbarous,” she explains.

The bicho is civilized, while the traficante is a savage. I doubt this, myself.

Leia a seguir trechos de sua entrevista à Folha:

Excerpts from the interview:

Folha – A tese de que, no Carnaval, a sociedade brasileira é, em certo sentido, mais democrática e inclusiva continua atual?

[tktktktk]

Maria Laura Viveiros de Castro Cavalcanti – Acho que sim. No Carnaval, a sociedade brasileira é realmente mais democrática porque cabem todos na festa. Cabe o certo e o errado, a mulher bonita e a feia, o homem magro e o barrigudo. No Carnaval, a sociedade se abre para todos. O [antropólogo] Roberto DaMatta estudou muito isso.

[tktktktk]

Embora a sociedade brasileira tenha se democratizado muito nos últimos 20 anos, ela ainda é hierarquizada e valoriza as relações pessoais. Este período de folia, no entanto, é excepcional, um momento que rompe com as regras estabelecidas na vida ordinária, onde o que não é permitido passa a ser permitido, onde o que não costuma aparecer aparece.

[tktktktk]

Os pobres, por exemplo, ganham visibilidade na cena social. A escola de subúrbio aparece nas primeiras páginas dos jornais de elite de maneira extremamente positiva, como um lugar de gente profundamente trabalhadora e disciplinada.

[tktktktk]

Folha – A senhora acha que até mesmo os desfiles de escolas de samba do grupo especial do Rio sempre foram democráticos?

[tktktktk]

Cavalcanti – Acho que o desfile é democrático no sentido de que todos ali se reúnem para disputar a partir de regras consensualmente estabelecidas quem é melhor. Essa é uma das graças do desfile. Você pode ter assistido a todos os desfiles e acompanhado de perto o trabalho no barracão, mas nunca sabe quem vai ganhar antes da apuração. Esse aspecto da disputa democrática sempre esteve presente desde que as escolas de samba surgiram no cenário carnavalesco, no final da década de 20 e início da de 30. Nessa disputa, é valorizado o trabalho e o talento. É um espaço igualitário nesse sentido, onde vence o melhor.

[tktktktk]

Folha – Ou seja, o Carnaval valoriza tudo aquilo que a sociedade brasileira parece deixar em segundo plano?

[tktktktk]

Cavalcanti – De certa forma sim. É o lugar onde não há problema em assumir a vaidade, em que o sucesso é uma coisa boa, onde se exibe talento.

[tktktktk]

Folha – Apesar desse caráter democrático que a senhora apontou, a festa não está ficando mais elitista a partir do momento em que cobra ingressos caríssimos para um desfile no Rio ou para vestir um abadá na Bahia?

[tktktktk]

Cavalcanti – Depende do que a gente está chamando de democrático. Eu coloquei a ênfase no democrático por ser [no caso dos desfiles de escolas de samba] uma competição regida por valores claramente estabelecidos, compartilhados e onde vale a disputa entre todos. Além disso, é preciso lembrar que o Carnaval tem muitas formas. De um ponto de vista amplo, ele é profundamente inclusivo, pois basta vestir uma fantasia e ir para a rua para brincar. É interessante notar esse processo de ressurgimento dos blocos de rua do Rio.

[tktktktk]

Por outro lado, é verdade que houve um processo de comercialização dos desfiles das escolas do grupo especial do Rio e quem tem mais dinheiro garante o melhor lugar. É uma pena que o ingresso para esse grupo seja tão caro. A concepção original do [arquiteto Oscar] Niemeyer era que o lugar onde ficam as frisas fosse uma espécie de geral para a população ocupar aquele lugar.

[tktktktk]

O que ocorreu foi sem dúvida uma elitização do ponto de vista do público pagante, mas não é necessariamente uma elitização dos personagens que dão vida a uma escola de samba. As camadas populares que trabalham nessas escolas precisam de dinheiro. Hoje muitas pessoas vivem de Carnaval. Dizer que a cobrança de ingressos caros não é democrática tem esse lado um pouco cruel. É como se você dissesse que o povo não precisa de dinheiro, que deve ficar fazendo samba de raiz para a gente achar bonito e não ganhar nada com isso.

[tktktktk]

Folha – Desde quando começou esse processo de comercialização mais profissional do Carnaval?

[tktktktk]

Cavalcanti – Um marco extraordinário desse processo foi o ano de 1984, quando foi criada a Liga Independente das Escolas de Samba e construído o sambódromo. Foi naquele ano em que, pela primeira vez, o desfile virou rentável.

[tktktktk]

Folha – Foi nesse período que os bicheiros entraram no Carnaval?

[tktktktk]

Cavalcanti – Os bicheiros sempre estiveram no meio popular, desde o fim do século 19. No processo de formação das escolas, na década de 20, eles se misturavam a outros tipos de comerciante que ajudavam as escolas assinando o ‘livro de ouro’. A Portela, por exemplo, já nasce sob a égide de um bicheiro, o Natal da Portela. Com a clandestinidade do jogo nos anos 40, cresce a importância das escolas para os bicheiros, porque elas começam a servir de elemento de mediação da aceitação deles na sociedade.

[tktktktk]

Nesse processo de atuar como mecenas das escolas, eles ganham enorme aceitação e legitimidade social. Ganham relações, ganham contatos, e isso é uma moeda que vale ouro. Todo ano, por exemplo, eles dialogam oficialmente com o prefeito da cidade por meio da liga das escolas de samba. É uma estratégia extremamente arguta que, a partir de 1984, parece ser mais consciente.

[tktktktk]

Folha – Mas houve um auge dessa presença dos bicheiros no Carnaval, não houve?

[tktktktk]

Cavalcanti – Eu fiz minha pesquisa sobre Carnaval no início da década de 90 e acompanhei de perto durante o ano todo a Mocidade Independente de Padre Miguel. Eu vi o Castor de Andrade [patrono da escola que morreu em 1997] ser preso num ano e ovacionado pelo público na passarela no ano seguinte.

[tktktktk]

Hoje, essa presença dos mecenas do bicho nas escolas está mais discreta, mas ela continua acontecendo em muitas escolas. Vale lembrar que, nos anos em que a cúpula do jogo do bicho ficou na cadeia na década de 90, o padrão de vitória das escolas não se modificou, ou seja, continuou ganhando quem tinha um patrono forte. Ainda hoje, no entanto, os bicheiros são autoridades oficialmente reconhecidas e têm a liga como associação. E é uma liga extremamente profissionalizada.

[tktktktk]

É bom lembrar que eles são comerciantes e têm que saber organizar muito bem o espetáculo. Eles foram tão organizados que tiraram a prefeitura de toda a dimensão artística e cultural da festa. Esse é um paradoxo interessante, possível apenas no Carnaval: os bicheiros modernizaram o Carnaval sob uma égide extremamente conservadora, que é a da patronagem.

[tktktktk]

Folha – Não há hoje o risco de o tráfico de drogas ocupar o lugar do bicho?

[tktktktk]

Cavalcanti – Em algumas escolas, isso já está acontecendo. É só ver o que aconteceu com o presidente da bateria da Mangueira. O Carnaval carioca passa por um momento crítico, que precisa ser acompanhado. E não é só nas escolas, esse é um drama do Rio de Janeiro. A presença do tráfico nas comunidades está aumentando terrivelmente e as escolas de samba acabam expressando isso, não há como elas ficarem de fora desse processo.

[tktktktk]

Eu não estou dizendo que a presença dos bicheiros seja boa, mas ela é inegavelmente melhor do que a do tráfico. O mecenas do bicho quer aparecer e se integrar na sociedade. Ele quer que a escola dele seja campeã. Quando há uma liderança forte na escola, ela pode dar total liberdade para o carnavalesco e não deixa que a escolha do samba, por exemplo, seja influenciada por outros fatores que não a escolha do melhor.

I am not saying the presence of the bicho bankers is a good thing, but it is certainly better than the Traffic. The bicho banker who plays Maecenas to a carnival society wants social acceptance. He wants his escola to be champion. When the escola has strong leaders, he can give complete creative freedom to the people responsible for [music, design, costumes, theme, and so on] and does not allow the escola to be influenced, for example, by any factors other than the best choices.

There were charges that last year men with guns visited the jury and told them who was going to win. Whatever happened to that investigation?

O traficante, no entanto, não pode aparecer. Sua presença é sempre mais obscura e o interesse é mais imediatista. São códigos de conduta bastante diferentes. O tráfico é muito mais bárbaro. O bicheiro também é violento, mas permite alguma troca positiva. Não estou dizendo que isso é bom, mas que é assim que funciona.

[tktktktk]

Folha – Há espaço no Carnaval para uma escola ser viável sem presença de bicheiros ou traficantes?

[tktktktk]

Cavalcanti – Há exemplos de escolas que não têm tráfico ou bicho, como a Unidos da Tijuca e a União da Ilha. Além disso, há esse fenômeno do merchandising que se ensaia de uns cinco Carnavais para cá. Isso coloca um desafio para as escolas porque, mesmo com patrocínio, o enredo precisa ser bom. As escolas caminham hoje em direções mais diversificadas e dependem menos do dinheiro do patrono. O patrocínio e o patrono podem até se complementar, mas algumas escolas podem também trilhar um caminho alternativo sem depender mais do bicheiro.”

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