Rio: “Beltrame’s Plans For Ash Wednesday and Beyond”

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Videoscandal: Cops looting hijacked beer truck (logo blurred for some reason, but it is pretty obviously Brahma. “Refresca até o pensamento.”) TV Globo featured its affiliated paper’s coverage, but O Dia claims the exclusive on the story.

In Rio, Alfredo Junqueira and João Marcello Erthal of O Dia (Rio de Janeiro) interviewed the state public security secretary, Mr. Beltrame, on Jan. 27.

Just before a major shake-up in the command of the state military police.

On which see

Beltrame, a former federal policeman with an intelligence and antinarco background — most state public safety officials come from the ranks of experienced federal police officials, it seems — has the hardest job in Brazil, without a doubt.

So if the man uses his corporate credit card to buy himself a better bulletproof vest, I, for one, think the expenditure should be approved.

This is a very substantial newsmaker interview. Kudos to O Dia.

Prestes a comandar a operação policial para garantir segurança à maior obra já feita em favelas do estado, o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, planeja mudanças na estrutura das polícias Civil e Militar. “Para depois do Carnaval”, avisa, ressaltando que a PM — alvo de um diagnóstico — passará por mudanças mais profundas, inclusive de pessoal.

As he prepares to command a police operation to guarantee security to the largest public-works project ever in the shantytowns of the state, José Mariano Beltrame is planning structural changes to the state judicial (civil) police and the military police (PM). “For after Carnaval,” he warns, stress that the PM — the target of a critical evaluation — will experience deeper changes, including personnel changes. 

Apesar de reconhecer o direito de reivindicar salários, Beltrame considera “insubordinação” a manifestação que os militares preparam para hoje, na orla da Zona Sul. E manda um recado duro. “Essa instituição está dando a resposta a ponto de merecer o retorno salarial? É confiável? Tem credibilidade?”, pergunta. Na manhã da última sexta-feira, o secretário falou com exclusividade a O DIA sobre seus planos para o PAC e para a segurança do Rio este ano.

Although he recognizes the right to demand better wages, Beltrame considers the demonstration the military police are preparing for today along the Southern Zone seashore, to be “insubordination.” And he sends a harsh message. “Is this institution responsive to the point where it deserves to be better paid? Is it trustworthy? Does it have crediblity?” he asks. Last Friday morning, the secretary gave an exclusive interview to O Dia about his plans for the PAC and for public safety in Rio this year.  

—O que a ocupação do Complexo do Alemão para o PAC terá de diferente do que foi feito ano passado?

“What will be different in the occupation of the Complexo Alemão for the economic development program from what was done last year?”

The operation in question generated controversy over allegations of summary executions during the operation, followed by destruction of evidence.

(If the executions themselves were themselves some sort of queima de arquivo involving persons with knowledge of complicity with the traffic, that is.)

(In theory, the PM respond to exigent circumstances, while the Policia Civil investigate, but disturbing crimes scenes is part of a long-established SOP. Often under the grotesque rationale of an urgent, overriding need to render medical aid to some poor bastard with six bullets in his head. Columbo arriving at the carefully-preserved crime scene? Not a cliché of Brazilian police procedure like it is back home.)

Since then, it has been very striking that the Policia Civil, and particularly its CORE (SWAT-like) unit, has been taking the lead in high-risk operations against heavily-armed drug gangs.

These cops actually seem more interested in arresting and charging people in order to get usable intelligence out of them (without necessarily torturing it out of them.)

Before Carnaval, a genuinely impressive media moment: Seizing a fortified point in Mangueira built by drug traffickers to control access to the community with heavy weapons. Somehow, the cops got in there without producing any corpses and tore the thing down with a backhoe. (The traffic immediately made an attempt to start rebuilding it, one TV news station showed.)

—Temos que recuperar o que fomenta a segurança pública. Pela primeira vez, o governo pretende fazer o caminho inverso: levar para esses lugares condições para que as pessoas possam melhorar sua qualidade de vida. A segurança está na ponta do iceberg desse processo. O povo vive num estado de miséria, vive com problema de atendimento de saúde, de falta de escola, de falta de urbanidade, falta de esgoto, enfim, de todas as condições. E lá no fim tem a segurança pública. Nós vamos fazer intervenções sim, mas não ocupação.

“We have to recover the things that foment public security. For the first time, the government means to do it the other way around: Bringing conditions to these places that will help people better their quality of life. Security is the tip of the iceberg of this process. The people live in a state of abject poverty, they live with problems obtaining health care, education, the lack of urban infrastructure, sanitation, in short, a lack of all the necessary conditions. And there at the end comes public security. We are going to intervene there, yes, but not occupy.”

—Como isso será feito?

“How will this be done?”

—Vamos fazer intervenções para que o estado venha com obras estruturais. Porque, senão, mais uma vez a polícia vai fazer a sua parte e vai sair. No nosso entendimento, a cada ação policial, a área ficaria livre para que o estado pudesse desenvolver as demais atividades de sua obrigação. Assim como se desenvolveu um trabalho de segurança, o estado tem que desenvolver também suas demais obrigações.

“With interventions so that the state can come in with infrastructure projects. Because if we don’t, once again the police is going to just do its part and then leave. In our view, with each police action, the area will be free for the state to develop the other activities it has the obligation to engage in there. As soon as the security part is done, the state has to fulfill its other obligations.”

—Mas em termos específicos de ação policial, o que haverá de diferente?

“But in specific terms, what will be different?”

—Vamos ter que colocar policiamento definitivo em determinadas áreas, como o Alemão. Vamos ter grupos de policiais estabelecidos ali 24 horas. E não mais esses DPOs, que são um método antigo, ultrapassado, que não nos serve de nada. Temos que dispor de unidades maiores, mais estruturadas, para que as pessoas trabalhem e, a partir disso, aquele local passe a ser um local urbanizado.

We are going to put permanent policing in certain places, like the Alemão complex. There will be permanent police detachments there 24 hours a day. And not just these DPOs [outposts], which are an antiquated method that no longer serve any purpose. We need to field bigger units, better structured, so that people can work and, based on that, the location can become urbanized.”

—Um batalhão dentro do Alemão?

“A battalion inside the Alemão?”

—Não. Para você ter idéia, temos lá mais de 20 pontos onde a polícia vai ficar diuturnamente. Este, inclusive, é o motivo pelo qual estou pedindo os Urutus (veículos blindados do Exército).

“No. To give you an idea, we have 20 spots there where the police will be on constant duty. That, for example, is why I am asking the army to provide Urutus (military armored personnel carriers.)

—A expectativa de policiais é de que, no primeiro momento, haja muitas mortes, de que o confronto seja duro. Há como evitar baixas?

“Police expect that there will be many deaths at the outset, that there will be hard fighting. Is there a way to avoid casualties?” 

—Acho que não. Acho difícil. Como eu disse lá desde o ano passado, a solução não é boa. E nós já demos a devida ciência às autoridades. Essa operação tem o custo social, o político e o financeiro. E as autoridades estão devidamente informadas disso. Na Colômbia, sempre citada como exemplo, morreu muita gente. No processo colombiano, se vocês forem ver a fundo, morreu muita gente, mais do que vocês podem imaginar.

“I think not. I think it is difficult. As I have been saying since last year, there is no good solution. And we now duly informed the authorities. This operation has a social, political and financial cost. And the authorities have been duly informed. In Colombia, which is always cited as an example, a lot of people died. In the Colombian process, if you examine it thoroughly, a lot of people died, more than you can imagine.”

—Um aspecto que chama atenção no processo colombiano é a maneira como eles lidaram com a corrupção dentro dos quadros da polícia. Muitas vezes adotando até ritos sumários…

“An aspect that calls attention in the Colombian approach is the way they dealt with police corruption. Often adopting summary courts martial …”

—Muitas vezes não. Esse é o ponto diferencial. Não foram “muitas vezes” apenas. O comandante pode, a partir de uma foto como a que foi publicada (dos policias roubando cerveja, revelada com exclusividade na terça-feira pelo ‘DIA Online’), demitir sumariamente as pessoas, sem processo de ampla defesa. Mas aqui nós temos esse preceito. Na Colômbia, o rito é efetivamente sumário. Uma pessoa lá pode ser afastada pelo simples fato de ter mau comportamento social. Aqui, não. Aqueles policiais que, no meu entendimento, devem ser demitidos, vão passar por um conselho. É dado a eles o direito da ampla defesa. Coisa que eu, particularmente, acho que não vai adiantar, porque não há explicações para uma cena horrorosa daquelas. Mas nós, nem eu e nem o comandante, podemos, de pronto, demiti-los.

“No, not oftentimes. This a point of difference. It was not just ‘oftentimes.’ The commander could, based on the photo that was published (two policemen looting a beer truck, published exclusively by O Dia) summarily fire people, without a right to defense. But here we have this concept (of the right to defense). In Colombia, the process is summary justice in the full sense. You can be fired there just for bad social behavior. Here, no. Those police who, in my view, ought to be fired, will pass before an examining board. They have the right to defend themselves. It is something that, personally, I do not think will help them, because there is no possible explanation for a horrifying scene like [the looting of the beer truck.] But we, I or the commander, cannot fire them, just like that.”

—Isso engessa o Estado?

“Does this tie the State’s hands?”

—Sem dúvida.

“It certainly does.” 

—A situação do Rio pediria medidas mais duras?

“Does the situation in Rio call for harsher measures?”

—Nós teríamos que, no mínimo, discutir um momento de alguma decisão nesse sentido.

“We may, at a minimum, have to make some decisions in this regard at some point.”

Remember the wholesale purge of the Mexican federal police last year, in which a number of AFP agents complained they were actually the good guys and challenged their dismissals in court.

I never did quite catch the development of that story. I will have to try and read up some more.

—O senhor citou um caso muito danoso para a imagem da polícia, particularmente a PM. Que avaliação o senhor faz das policiais Civil e Militar?

“You cited a case that was very damaging to the image of the police, especially the PM. What is your evaluation of the two police forces?”

— A Polícia Civil é uma instituição dois terços menor que a Polícia Militar. Conseqüentemente, ela é uma polícia muito mais ágil. Os processos que movimentam são menores e mais curtos. Ela responde de uma maneira mais rápida porque toda a parte burocrática da Civil é muito menor que da Militar.

“The state judicial (civil) police is two-thirds smaller than the PM, so it is a more agile force. Its administrative proceedings are smaller and shorter. It responds more rapidly because the bureaucracy is smaller than it is on the military side.”

— A PM precisa se modernizar?

“Does the PM need to modernize?”

—A PM carece de mudança. Urgente. E nós vamos mudar a PM. É uma proposta nossa para este ano. Ano passado, o diagnóstico já estava feito. Tivemos aquelas complicações no começo do ano que nos atrasou. Depois, tivemos o Pan-Americano, que também nos atrasou, mas o diagnóstico da PM nós temos. E a PM merece e terá mudanças na estrutura e na essência.

The PM needs change. Urgently. And we are going to change the PM. This is one of our plans for the year. Last year, the evaluation was still being made. We had some complications at the beginning of the year that set us back. And then we had the Pan-American Games, which also set us back, but now we have a full evaluation of the PM. And the PM deserves, and will get, both structural and fundamental changes.

—O que dá para adiantar dessas mudanças?

“How to make those changes stick?”

— Pessoal, otimização do uso do efetivo. É inadmissível que nós não tenhamos os batalhões integrados. Isso é descabido no século 21. Isso demonstra a rigidez da musculatura administrativa da instituição. O fato de ela ter 200 anos não quer dizer nada, porque tudo muda. Tudo se moderniza e o que é novo, hoje, amanhã passa a ser velho.

“Personnel, optimizing the use of human resources. It is not acceptable that we do not have our battalions integrated. This is out of step with the twenty-first century. This shows the rigidity of the PM’s administrative apparatus. The fact that it has 200 years of history means nothing, because everything changes. Everything gets modernized, and what was new yesterday is old tomorrow.”

—Vai ter muita troca de pessoal na PM?

“Will there be a lot of personnel changes in the PM?”

— Vai ter, mas muita não. Nós vamos trocar. Depois do Carnaval nós vamos mexer. Não só na PM, mas nas instituições.

“Changes, yes, but not a lot. There will be changes. After Carnaval, we will make changes. Not just in the PM, but in the institutions.

—Ontem (quinta-feira) houve uma reunião com 22 coronéis de batalhões e eles decidiram fazer uma manifestação no domingo (hoje). O senhor acha que isso é sinal de insubordinação na PM?

Yesterday, 22 battalion commanders met and decided to hold a demonstration today. Do you think this is a sign of insubordination in the PM?

— Eu, particularmente, entendo como uma insubordinação, sim. Acho que a questão salarial é séria, tem que ser resolvida. E é uma das mais importantes porque envolve família. As polícias sabem que o secretário é a pessoa que está em primeiro lugar nessa luta. Mas a PM também é uma prestadora de serviço. E esses coronéis têm que fazer um exame de como a sua instituição está prestando serviço. Essa instituição está dando a resposta a ponto de merecer o retorno salarial? É confiável? Tem credibilidade? Uma passeata, eu acho, no mínimo, feio, desproporcional. Acho que não cabe a eles fazer isso. Mas vivemos num estado democrático de direito e as manifestações são possíveis, e há que se respeitar.

Personally, yes, I understand this to be insubordination. I think the salary question is serious and needs to be resolved. It is very important because it involves families. The police know that the secretary is leading the way in this struggle. But the PM is also a service provider. And these colonels have to examine the quality of the service they provide. Is this institution meeting the challenge to the degree that it deserves higher salaries? Is it trustworthy? Does it have credibility? A march, I think, at the very least, is an ugly thing, excessive. I do not think it is appropriate for them to do that. But we live in a country with the democratic rule of law, so demonstrations are possible, and that must be respected.

The insubordination of military police here I always find just plain jaw-dropping.

The fact that the i word is being used here is itself actually kind of remarkable. In a good way, I hope.

—Por que é tão difícil colocar mais policiais nas ruas? E como fazer para trazer definitivamente os policiais cedidos aos demais poderes?

“Why is it so hard to put more cops on the streets? And how to get back the policemen seconded to other agencies once and for all?”

—Nisso, há discrepâncias históricas. Elas nunca foram tão perseguidas como nós estamos procurando fazer. Essas instituições não têm como, de uma hora para outra, entregar esses homens. Isso é impossível. Historicamente, as PMs de todos os estados sempre fizeram isso. E sempre funcionou assim.

“There are historic disputes behind that question. No one has ever pursued these the way we are trying to do. These institutions have no way of returning those personnel from one day to the next. It’s impossible. Historically, PM forces from every state have always done this. It has always worked this way.

—E qual é a solução?

“And what is the solution?”

—A solução é que essas instituições tenham seus quadros próprios. Elas são autônomas e têm recursos próprios. Devem criar os seus quadros de segurança e façam seus concursos. A PM pode até fazer o curso de formação em suas escolas.

“The solution is for those agencies to have their own personnel. They are autonomous and have their own resources. They should create their own security forces and hold their own competitive exams to fill the vacanices. The PM could even run the training courses for these personnel in its schools.”

—Mas eles não pagam para ter esses policiais?

“But don’t these agencies pay for the services of these police?” 

—Não há dinheiro que pague o valor de um policial numa esquina de uma cidade do Rio. A mim, não interessa qualquer tipo de convênio. Interessa é o policial na rua.

No amount of money is equal in value to a cop on a street corner in a city in Rio de Janeiro. To me, there is no point in any kind of negotiated settlement. The point is putting cops on the street.

—Qual é o déficit do policiamento ostensivo hoje?

“What is the deficit today in terms of patrolling?”

—Na minha concepção, 10 mil homens. Não diria que está faltando nos quadros. Estão faltando 10 mil homens na rua. Isso não significa que eu preciso fazer concurso para contratar 10 mil homens. Posso, através de gestão, fazer com que essas pessoas exerçam sua função precípua.

“In my view, 10,000 men. I would not say we do not have enough men in the ranks. What we lack is 10,000 men on the streets. So this does not mean we are going to hire 10,000 men. I can, through management decisions, make the personnel we have excercise their primary function.”

—Há possibilidade de outras áreas do estado ficarem desguarnecidas com o deslocamento de homens para as favelas do PAC?

“Is it possible that other parts of the state will see their garrisons depleted from the transfer of men to the shantytowns to support the economic development program?” 

— Nós entendemos que não, se tivermos o reforço que estamos pretendendo. Se para garantia das obras nós precisarmos tirar polícia do Interior, da Baixada, encerrar todos os cursos de formação e suspender férias, será feito. Agora, contamos com a Força Nacional para isso.

“Our understanding is that they won’t, if we get the reinforcements we are planning on. If to keep the work going we need to bring police from inland, from the Baixada, close down training courses and suspend vacations, we will do that. And now we have the National Public Security Force (FNSP) for this purpose.”

—O presidente Lula mencionou a possibilidade de uso das Forças Armadas. O senhor aceita esse reforço?

“President Lula mentioned a possible use of the Armed Forces. Would you accept this reinforcement?”

—Tenho deficiência de efetivo. Se vierem homens da Marinha, do Exército, da Aeronáutica, da FNS, é isso o que nos interessa. Nós queremos efetivo. Mas o que temos de ter em mente é que essas tropas têm que estar a serviço da Secretaria de Segurança. Não adianta colocarmos o Exército, eles ficarem dois meses, irem embora e o Rio continuar com esse problema. O que temos que pensar é na implementação de todo esse projeto e no seu desenvolvimento. E isso não serão as Forças Armadas que vão fazer. Será o Rio de Janeiro.

“I have a shortfall in troops. If Army, Navy, Air Force, FNSP men come, that is what we need. We need [warm bodies]. But we have to keep in mind that these troops have to be under the command of the state secretary of public safety. There is no point in putting the Army in, they stay two months, then leave, and Rio has the same problems. What we have to think of is implementing this entire project, and developing it. The Armed Forces are not going to be the ones to do that. Rio de Janeiro is.”

—Qual o plano do estado para enfrentar as milícias?

“What is the plan for confronting the militias?”

—É muito grave essa questão. As milícias hoje vêm com essa égide de fazer a segurança das pessoas e, logo, logo, vão ocupar o lugar do tráfico. Isso será pior do que se pode imaginar. Desde o início, nos comprometemos em combater as milícias. Agora, se o estado não tiver condição de se colocar de maneira global nessas áreas, mais uma vez corremos o risco de essa luta ser muito difícil de se vencer.

This is a very serious matter. The militias today hide behind this idea that they provide people with security, but they are very soon going to take the place of the Traffic. That would be the worst thing imaginable. From the start, we have been committed to combating the militias. Now, if the state is not in any condition to impose itself fully in these areas, once again we run the risk of this fight being very hard to win.

—E como está sendo feito?

“And how is this being done?”

—Tenho que compor prova contra as milícias, como fizemos em Campo Grande. Essa foi a primeira missão dada ao delegado da Draco, Cláudio Ferraz. Fizemos um trabalho muito bem feito, tanto é que essas pessoas estão até hoje presas, com recursos negados em Brasília. Isso é um processo que tem começo, meio e fim. E vamos fazer outra operação contra milícia nesse mesmo padrão.

“I have to develop evidence against the militias, as we did in Campo Grande. That was the first mission given to the head of DRACO, the organized crime unit, Ferraz. We did a fine job there, so much so that those people are still in jail, with appeals denied at the federal level. This is process with a beginning, middle and end. And we are going to do another operation against the militia along the same lines.

—O quanto o senhor acha que já conseguiu completar daquilo que foi planejado?

“How much of what you planned on doing have you managed to get done so far?”

—Não vou mensurar. Acho que caminhamos, dentro de tudo o que quero fazer, cerca de 25%. É o que eu planejei para cada ano. Nossas pretensões para o primeiro ano foram atingidas.

“I am not going to measure. I think we have come maybe 25% of the way toward all of what I want to get done. That is what I planned for each year (of my four-year term.) Our goals for the first year have been reached.

—O senhor se sente seguro andando pela cidade?

“Do you feel safe in this city?

—Qualquer metrópole mundial tem seus problemas. Aqui no Rio, nós temos áreas críticas, mas também áreas com índices de criminalidade europeus, onde a população se sente muito bem. Eu acho que nós melhoramos, mas ainda há muito que se fazer.

“Any global city has problems. Here in Rio, we have critical areas, but we also have areas with European levels of criminality, where the population feels at ease. I think we have improved, but we still have a lot to do.”

Rio is a great freaking city. Oh, those unforgettable nights at the Canecão …

I would love to someday see it prosperous and at peace, with everybody working hard, living large and getting their fair share of the torta. Does that make me a godless Communist?  I just happen to think it would be better for business.

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