Hard Facts About The Translation Racket

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Av. Berrini, Moema/Brooklin, São Paulo. Source: Fotoagência NMM(-TV)SN(B)BCNN(P)BS-Tabajara.

Tradutor Profissional: Brazilian translator Danilo Nogueira — I hear his dictionary of financial terminology is really good, and will check it out — has been ruminating on professionalism and amateurism in the translation racket lately.

Diversas vezes, nos últimos tempos, apareceram casos de gente que pegou traduções sem tomar as precauções necessárias. Mas isso não é de hoje. Tem gente que pega qualquer serviço, de qualquer área, com qualquer prazo, em quaisquer condições e volta para casa todo lampeiro e pimpão, peito estufado de orgulho. Depois, vem a ressaca.

There have been quite a few cases lately in which people just “grab” a translation job without the necessary precautions. But this is nothing new. There are folks who will pick up any job, on any subject matter, regardless of the deadline or specification, and carry it home all cheerful and swaggering, breast swelling with pride. Then [reality sets in.]  

A maioria dos afoitos combina preços na doce ilusão de que, entregue o serviço, o cliente vai enfiar a mão no bolso, pegar umas quantas notas, pagar o serviço e agradecer. Quando o cliente diz manda a fatura, começa o pânico. Tem gente que nem sabe o que é fatura. Há muito tempo, uma moça postou uma mensagem indignada em uma lista, dizendo que tinha grau de tradutora, não de contadora e não era obrigação dela saber dessas coisas. Santa ingenuidade. Se quer ser tradutora profissional, tem que saber dessas coisas, sim senhora.

Most of these reckless souls negotiate their price under the sweet illusion that once the job is handed in, the client is simply going to put his hand in his pocket, pull out some bank notes, pay the bill and say thank you kindly. When the client request an [invoice] be submitted, panic sets in. There are people who don’t even know what an [invoice] is. A while back, a young lady posted an angry message to a mailing list saying that she was a trained translator, not an accountant, and it was not her job to know such things. So naive! If you want to be a professional translator, you do have to know about these things. Yes, you do.

Or at least know enough to hire (or marry) an accountant to help you with it.

Outro pega um site para verter e descobre que não tem a mais remota idéia de como se faz isso. Recebe um monte de arquivos com umas coisas esquisitas, que nunca viu e vem a descobrir que é html. No livro do Venuti não falava disso e ele não sabe o que fazer.

Another “grabs” a Web site to “convert” and then finds he has no idea how to do this. He gets a bunch of files with weird things in them that he has never seen before in his life. He suddenly discovers there is such a thing as HTML. Venuti’s book never mentioned this, and he doesn’t know what to do.

I think the reference is to Lawrence Venuti’s The Scandal of Translation. Great book. I have been meaning to reread it for years, but have been too busy.

Uma vez, me apareceu para revisar um arquivo em formato TradosTWB totalmente estuporado. Avisei a agência e o gerente de projeto ficou a própria arara: ele tinha perguntado à tradutora se ela sabia lidar com Trados e a moça garantiu que sabia. Certamente era mentira, porque pegou um arquivo preparado e fez dele um lixo sem rival. Na afoiteza de pegar o trabalho, foi dizendo sim para tudo e acabou se danando.

Once, I received a file in TradosTWB format to revise that was completely corrupted. I warned the agency and the project manager [was a proper dumb bunny?]: He had asked the translator is she knew how to work with Trados and she swore she did. This was obviously a lie, because she took a prepared file and made an unparalleled mess out of it. In her eagerness to “grab” the assignment, she just answered yes to every question and wound up [in hot water.]

Tem também a turma que espera ser paga contra entrega e chama o cliente de ladrão porque, além de querer nota fiscal ou querer descontar imposto de renda do RPA, ainda quer quinze dias para quitação. E tem aquela amiga minha que pegou um serviço, fez um precinho baratinho, varou as férias do escritório onde era secretária dando duro na tradução e, por fim, descobriu que o cliente queria nota fiscal. Saiu doida atrás de alguém que lhe vendesse uma nota (o que é crime contra a ordem tributária) e descobriu, para seu horror, que o preço incluía um valor alto para os impostos, que ia engolir boa parte do valor combinado pela tradução.

You also have this bunch that expects to get paid on delivery and calls the client a [welsher, crook] because, besides asking for a formal bill or income tax withholding, he also needs fifteen days to settle the account. And then there is that friend of mine who “grabbed” a job, “charged a nice, cheap little price,” spent her vacation from her job as a secretary sweating over the translation, and only later discovered the client needed a [formal bill]. She started searching desperately for someone she could pay to issue one for her [which is criminal tax evasion] and found out to her dismay that the price included so much tax that it was going to eat up most of the price she negotiated for the job. 

This whole business of a nota fiscal is a slightly alien concept to me still.  Michaelis — this really is an excellent dictionary — defines it as

N. fiscal: documento comprobatório da compra, para efeito de fiscalização, com indicação de preço unitário, total e global.

A proof of purchase for audit purposes, with an indication of unit price, total price, and global price.

A receipt, more or less. But only pessoas jurídicas [registered businesses] can issue them. I generally issue invoices as a pessoa física to clients in  the U.S. and elsewhere. I have to keep track of the taxes and stuff for my own Form 1040, which is a pain. But I have to become a permanent in alien in Brazil before I can become a pessoa jurídica and issue notas fiscais.

Or so I dimly understand. I have a local beancounter now to help me grok this stuff for when my permanent alienhood is certified.

Nosso mundinho está cheio desses casos, a maioria tristes. Muita gente acha que ser tradutor é uma coisa assim, meio romântica. Não, não é. Tradução profissional, quer dizer, onde há dinheiro trocando de mãos, é coisa séria. O cliente presume que você seja profissional e que tenha condições de atuar conforme a lei. Se, na hora da entrega, você demonstrar falta de profissionalismo, azar seu.

Our little world is full of such tales, most of them pathetic. A lot of people think that people think being a translator is something sort of romantic. Not! A professional translator, by which I mean translation in which money changes hands, is a serious deal.

Freelance translation, as a way of making a living, is hell.

Get me drunk and I will tell you stories.

The client assumes you are a professional and are in a position to do business in a legal and aboveboard fashion.

Ideally, he is, at any rate. There are those who are not quite so committed to this standard. Caveat traddutore.

If, when the time comes to deliver the job, you prove to be less than professional, then that is your hard luck.

O cliente até pode ter pena e pagar pelo caixa dois, mas esse é um cliente que não vai durar muito: qualquer tradutor que emita uma notinha fiscal de pessoa jurídica maneira ganha o cliente.

The client might even take pity on you and pay you under the table, but this is not a client you are going to keep for long: Translators who can issue a [kosher] nota fiscal will end up winning the client from you.  

O mesmo acontece com coisas do tipo arquivos html, Trados, memórias tmx, planilhas de Excel, audivisuais para dublagem e legendagem e tudo aquilo que escapa ao famoso arquivo MSWord que é só ir traduzindinho. É preciso aprender a lidar com essas coisas ou avisar o cliente antecipadamente que não tem experiência com elas.

The same thing happens with things like HTML files, Trados, TMX translation memories, Excel spreadsheets, audiovisual for dubbing and subtitling and everything that is not the famous MS Word file that you just open and translate. You need to learn to deal with this sort of thing or else notify the client beforehand that you have no experience with them. 

Afobado, como você sabe, queima a boca ou come cru.

Note: This is a proverb that I guess means something like “haste makes waste.”

“The hasty (or impatient or precipitate) man either burns his mouth or eats it raw.”

On the Michaelis dictionary of modern global Portuguêx:

Com mais de 500.000 definições distribuídas em mais de 200.000 verbetes e subverbetes, o Michaelis Moderno Dicionário da Língua Portuguesa foi planejado com extremo rigor lexicográfico, procurando-se registrar o maior número possível de vocábulos e seus sentidos, tanto da linguagem escrita quanto da oral. A obra contou com a colaboração de especialistas em diversas áreas do saber e está atualizada com neologismos, gírias e regionalismos. Além disso traz a etimologia da palavra, detalhando sua origem e formação.

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