Ecce Veja: When the Party of Mainardi Entered Dantas’ Inferno

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“Exemplary reporting:” Veja on its relationship with Daniel Dantas, May 24, 2006. Source: Veja.abril.com.br. Click to zoom, and see
Veja (Brazil): Behind the Scenes of an “Exemplary” Investigative Report for a rough transcript. Nassif’s Ecce Veja series can, I think, be understood as something of a systematic rebuttal to Veja’s weak self-justifications over one of the most astonishing pieces of gabbling nonsense ever published in any language.

Os primeiros serviços: In the latest chapter of his continuing series on Veja magazine (Editora Abril, Brazil), Brazilian business journalist Luis Nassif continues to chronicle, and offer a plausible explanation for, a notable shift in the magazine’s editorial treatment of banker Daniel Dantas.

Mr. Nassif is essentially arguing that the magazine’s peculiar treatment of Mr. Dantas can only be explained by the gravitational pull of jaw-dropping, undeclared conflicts of interest. He has pointed, in earlier chapters, to a pattern of conduct in which Veja appears to have drastically altered its editorial treatment of a given topic to favor the interests of its parent corporation or related parties.

In some cases, Veja editors allegedly received valuable consideration to do so, and were eventually quietly sacked.

No dia 16 de maio de 2006, sob fogo cruzado – depois de seu dossiê sobre as “contas secretas” de autoridades no exterior ter sido desmascarado -, Daniel Dantas concedeu entrevista à “Folha de S. Paulo” (leia aqui e aqui). Foi uma entrevista, como se denomina no jargão jornalístico, para “levantar a bola”.

On May 16, 2006, under heavy fire from all sides after his dossier on the”secret offshore bank accounts” of senior Brazilian officials had been debunked, Daniel Dantas gave an interview to the Folha de S. Paulo [links]. It was, as journalistic jargon has it, a [“softball”] interview.

On the “dossier,” see also

A repórter levantou duas bolas para Dantas cortar. O que significava que os dois argumentos foram selecionados por Dantas como os mais significativos de sua estratégia de ataque-defesa.

The Folha reporter pitched Dantas [two softballs to hit out of the park], which meant that the two topics were preselected by Dantas because they were the two mainstays of his strategy of agressive self-defense.

Obviously, a Brazilian writer would never use a baseball simile in this context. This may not be the most graceful translation, therefore.

Translation of metaphorical futebolês is a delicate art that I am still learning. But I think that is roughly the gist. When you levantar a bola, you pass the ball into a good position for the striker to mark an easy goal, with a crisp header or the like. Something like that, right?

Um deles, o caso do investimento da Telemar na Gamecorp – empresa de jogos eletrônicos, da qual o filho de Lula é um dos sócios. O outro, a atuação do ex-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Edson Vidigal, que concedeu liminares aos cotistas da CVC-Opportuniy, permitindo que retomassem o controle das mãos de Dantas.

One of them was the case of an investment by Telemar in Gamecorp — an electronic games manufacturer in which the son of President Lula is a partner. The other was the conduct of senior federal judge Edson [sic] Vidigal, who granted injunctions applied for by business partners of CVC-Opportunity that permitted them to retake control from Dantas.

Era uma entrevista defensiva, que sintetizava os dois principais argumentos de defesa. Através deles, Dantas pretendia provar que estava sendo vítima de perseguição política do governo.

It was a defensive interview that summarized the banker’s two main arguments in his own defense. Using these arguments, Dantas was trying to prove that he was a victim of political persecution by the government.

On the persecution theory, which seems to be part of the banker’s defense in a civil suit ongoing in New York federal court, see

Nem se entre, por enquanto, no mérito das denúncias. Nem vamos colocar nessa trama o papel do Ministro Antonio Pallocci – que, na entrevista, Dantas afirma ter trabalhado por sua destituição. Apenas chamar a atenção para o fato de que, naquele mesmo período, de herói da estabilidade, para a Veja, em pouco tempo Palocci se transformou em vilão. Passou a ser alvo de campanha cerrada, até sucumbir ao seu próprio ato criminoso de quebrar o sigilo do caseiro.

Let us not go into the merits of the charges Dantas made, or the role of the treasury minister at the time, Pallocci — whom Dantas accused in the interview of having plotted to move him from control [of Brasil Telecom]. Let us merely call attention to the fact that, at roughly the same time, Palocci was transformed, in Veja‘s view of things, from a hero of economic stability to a villain.

Por ora, vamos rever como Veja tratou do caso Gamecorp e Edson Vidigal nos anos anteriores, justo naqueles meses de 2005 em que se consolidou sua ligação com Dantas.

For the time being, let us review how Veja had treated the Gamecorp and Vidigal matters in previous years, during the same months in 2005 when it was consolidating its relationship with Dantas.

Nesse capítulo, o caso Gamecorp; no próximo, o caso Edson Vidigal.

In this chapter, we will look at the Gamecorp matter; in the next, the case of Judge Vidigal.

A ginástica da Gamecorp

Gamecorp’s Gamesmanship

Very loose translation.

Como vocês se recordam, da leitura do capítulo anterior, o último ataque de Veja a Dantas foi no dia 18 de maio de 2005; a primeira defesa ostensiva, no dia 15 de junho de 2005.

As you will recall from the previous chapter, Veja‘s last attack on Dantas ran in the May 18, 2005 issue. Its first open defense of him ran on June 15, 2005.

No dia 4 de agosto de 2005 publiquei uma coluna em que revelava que a ida a Lisboa de Marcos Valério – o publicitário do “mensalão” – tinha sido a serviço de Dantas, e não de Lula, como insinuado em algumas notas de jornais (clique aqui).

On August 4, 2005, I published a column in which I reported a trip to Lisbon of ad-man Marcos Valério — famous as the central figure in the “big allowance” scandal — was at the behest of Dantas, and not of Lula, as had been reported in some newspapers [link].

A agência de Valério era contratada da Telemig Celular – controlada pelo banqueiro. Pouco tempo antes houve uma reunião entre o staff de Dantas e dirigentes brasileiros da Portugal Telecom (controladora da Vivo), onde lhes foram oferecidas as empresas Telemig Celular e Amazônia Celular.

Marcos Valério’s agency had been hired by Telemig Celular — controlled by the banker. Not long before that there had been meeting between Dantas’ staff and Brazilian board directors of Portugual Telecom (which controlled Vivo), in which the latter were offered Telemig and Amazônia Celular.

Havia razões para essa ofensiva de Dantas.

There were good reasons for Dantas’ offensive.

No dia 12 de abril de 2004, o Citigroup havia entrado com uma ação de perdas e danos contra Dantas na corte de Nova York (clique aqui).

On April 12, 2004, Citigroup had filed suit for losses and damages against Dantas in a New York [federal] court [link].

Em maio de 2004, o presidente do Superior Tribunal de Justiça cassara a liminar que impedia a realização da Assembléia Geral Extraordinária do CVC-Opportunity – o fundo que controlava a Brasil Telecom -, na qual Dantas seria destituído.

In May 2004, the presiding judge of the [second-highest federal court] had overturned an injunction barring CVC-Opportunity, which controlled Brasil Telecom, from convening an Extraordinary General Shareholders Meeting. At that meeting, Dantas was dismissed [from BrT management.]

O banqueiro corria contra o relógio para vender o controle das duas empresas, antes que perdesse o poder de mando sobre elas.

The banker was racing against time to sell the controlling stake in the two cellular companies before he lost his authority to make the deal.

Era esse o ambiente na época quando escrevi sobre Dantas.

That was the climate at the time I wrote my column about Dantas.

Dez dias depois, no dia 14 de agosto de 2004 recebi o primeiro ataque de Diogo Mainardi. O pretexto foi uma nota em que criticava seu procedimento de ter revelado a identidade de uma fonte depois de lhe ter garantido o “off”. Era apenas um parágrafo no qual seu nome sequer era citado.

Ten days ater, on August 14, 2004, I received my first attack from columnist Diogo Mainardi. The pretext was a note in which I criticized his having revealed the name of a source after having guaranteed him anonymity. It was a mere paragraph, and Mainardi’s name was not even mentioned.

A reação foi desproporcional. O titulo da coluna de Mainardi era agressivo: “Chega de ética, Nassif”. O intertítulo, mais ainda (clique aqui).

His reaction was out of all proportion. The headline of Mainardi’s column was aggressive: “Enough with the ethics, Nassif.” The subhed was even more aggressive [link].

A profusão de acusações lançadas – dentro do padrão Veja – mostrava que a intenção não era apenas polemizar: era claramente praticar uma “assassinato de reputação”.

The heavy volume — even by Veja standards — of accusations hurled showed that their intention was not just to create controversy, but to practice the art of “character assassination.”

Me acusava de ter feito um “panegírico apaixonado” a uma empresa que patrocinava o site do Projeto Brasil; de ter defendido o investimento da Telemar na Gamecorp em retribuição a uma campanha publicitária veiculada em meu site pelo BNDES; e de copiar e-mail de Luiz Roberto Demarco, o arqui-inimigo de Dantas. Os ataques encaixavam-se plenamente na definição de “assassinato de reputação” das guerras empresariais ou políticas.

They accused me of having written a “passionate [love letter]” to a a company that sponsored my Web site; of having defending an investment by Telemar in Gamecorp in return for a BNDES ad campaign that ran on my site; of plagiarizing e-mails from Demarco, Dantas’ archenemy. These attacks fit perfectly the type of “character assassination” used in political or business [infowar].

Pesquisando nos arquivos da “Folha” descobri que, uma vez, em quatro anos, escrevi um elogio de duas palavras ao fundador da empresa: ele tinha montado uma “gestão inovadora”. E nada mais.

Looking through the “morgue” [back-story catalogue] of the Folha, I discovered that in four years, I had written two words of praise for the founder of the company. I said he had set up an “innovative administration.” And nothing more.

Não havia relação causal entre a campanha do BNDES e meu artigo sobre a Gamecorp. Apesar de sócio da Telemar, o banco não tem por norma participar de decisões de investimentos de nenhuma empresa da qual seja acionista – menos ainda em valores tão insignificantes (para o porte da Telemar) quanto o que foi aportado na Gamecorp. E a campanha do BNDES, de apenas um mês, tinha sido montada especificamente para sites na Internet, e contemplado dezenas deles.

There was no causal connection between the BNDES ad campaign and my article on Gamecorp. Although BNDES is a shareholder in Telemar, it does not, by its own rules, take part in investment decision in any company it holds shares in — much less when the sums in question are as insignificant (considering the size of Telemar) as that advanced to Gamecorp. The BNDES ad campaign, which ran for a single month, had been designed specifically for Web sites and ran on dozens of others.

Como Mainardi jamais havia escrito sobre tema intrincado como esse, era óbvio que estava sendo “cavalgado” por Dantas, que lhe entregara o dossiê pronto. Aliás, como em praticamente todas as colunas que escreve sobre disputas empresariais.

But since Mainardi had never written on such a complex subject before, it was obvious that he was “channeling” Dantas, who had handed him the interview ready to run, as is. This is a common practice, by the way, at columns that cover business disputes.

As impressões digitais de Dantas eram tão óbvias que no dia 16 de agosto de 2005 respondi ao ataque de Mainardi em minha coluna, na própria “Folha” (clique aqui). No dia 19, a “Folha” publicou no Painel do Leitor uma contestação à coluna assinada por Maria Amália Cotrim, porta-voz do próprio Opportunity, com os mesmos argumentos brandidos por Mainardi em sua coluna (clique aqui) – e na que sairia na semana seguinte.

Dantas’ fingerprints on the piece were so obvious that on August 16, 2005, I responded to the attack by Mainardi in my column in the Folha [link]. On August 19, the Folha published a rebuttal to my column signed by Opportunity spokesperson Maria Amália Cotrim, using the same arguments brandished by Mainardi in his column — and in the column he wrote the following week as well.

Repeat bullshit until it is accepted as shinola.

De nada adiantaram minhas explicações ou a carta de Paulo Totti, do BNDES, à Veja.

Neither my explanations nor the letter to Veja by Paulo Totti of BNDES produced any effect.

A carta de Totti saiu escondida na seção de Carta dos Leitores.

Totti’s letter was hidden away in the Letters to the Editor section.

Na mesma edição, outro artigo de Mainardi, repisando os ataques e passando ao largo das explicações dadas (clique aqui).

In the same edition, another article by Mainardi, rehashing the same attacks and ignoring my rebuttal arguments [link].

Mais tarde ficariam claros os motivos que o levaram a incluir a Gamecorp em seu ataque.

Later on the reasons for including Gamecorp in his attacks would become clearer.

Na ação movida pelo Citigroup, uma das estratégias da defesa de Dantas era sustentar que o banqueiro estava sendo vítima de perseguição política. E apresentar como evidência o fato da empresa do filho do presidente ter recebido aporte de capital da Telemar, concorrente de Brasil Telecom. Por isso mesmo, qualquer análise que mostrasse lógica econômica no investimento estaria enfraquecendo a argumentação de Dantas no processo.

In the lawsuit filed by Citigroup, one of Dantas’ defense strategies was to argue that he was the victim of political persecution. As evidence of this he pointed to the fact that the company where the president’ son is a partner had received a capital investment from Telemar, a competitor of Brasil Telecom. By the same token, any argument explaining the economic logic of the investment might weaken Dantas’ defense theory.

Em 11 de janeiro de 2008, a “Folha Online” trouxe matéria que comprovava amplamente essa tática (clique aqui).

On January 11, 2008, the online edition of the Folha ran an article that illustrated this tactic in detail [link].

Advogados do grupo Opportunity, do banqueiro Daniel Dantas, apresentaram à Justiça de Nova York documento em que acusam acionistas da Oi (ex-Telemar) de corrupção de membros do PT no governo para conseguir que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva altere a legislação para permitir a compra da Brasil Telecom, como publicado na edição de hoje da Folha de S.Paulo íntegra disponível somente para assinantes do jornal e Uol).

“Lawyers for Opportunity, run by Dantas, filed a document with the New York Court in which it accused shareholders in Oi (ex-Telemar) of corrupting PT members in the government in order to get the president to alter current legislation to allow Oi to buy Brasil Telecom, as the Folha reported today [link, $$].”

The potential Oi-BrT combination is quite the megadeal. Stay tuned, but do not expect me to be able to enlighten you on its intricacies.

O documento, obtido pela Folha, também menciona o investimento milionário na empresa do filho do presidente Lula, a Gamecorp, que provocou polêmica em 2005. Os advogados do Opportunity alegam que a então Telemar tinha interesse na mudança da legislação do setor de telecomunicações, mas não apresentam provas da acusação.

“The document, which was obtained by the Folha, also mentions a million-dollar investment in Gamecorp, which caused a stir in 2005. Opportunity lawyers allege that Telemar had an interest in changing telecom legislation, but presented no evidence to back their accusations.”

The same firm that represents Dantas represented mafiosos misunderstood legitimate businessmen from New Jersey in a notable 1989 case in which everybody was declared not guilty after thre hours of jury deliberation..

I will have to look that up on the PREP system — the federal court’s public filings database.

Essa linha de defesa tinha começado a ser montada justamente no período em que Mainardi sacou do coldre a Gamecorp.

This line of defense began to be presented at just the moment when Mainardi pulled Gamecorp from his holster.

O espírito persecutório

Persecution Mania

A única informação correta era a respeito do email de Luiz Roberto Demarco – um inimigo de Dantas, compulsivo até o limite da obsessão – que, de fato, havia me passado informações sobre reuniões do staff de Dantas com a direção da Portugal Telecom.

The only correct statement of fact had to do with the e-mail from Dantas enemy Demarco, an obsessive-compulsive man who had in fact passed along information about a meeting between Dantas staffers and Portugal Telecom.

Inteligente, ousado, Demarco ganhou relevância por ter conseguido derrotar Dantas em um tribunal estrangeiro. Como a ação conseguiu bloquear um dos fundos de Dantas – que participava do controle das empresas de telefonia. Para poder liberar o fundo e retomar o controle, o Citigroup fechou um acordo financeiro bastante vantajoso para Demarco. Depois, vários adversários de Dantas aproveitaram as brechas abertas por Demarco para penetrar na fortaleza jurídica do banqueiro.

An intelligent and intrepid fellow, Demarco earned a name for himself by managing to defeat Dantas in a foreign court and freeze one of Dantas’ funds, one with a controlling share in telecom companies. In order to unfreeze the fund and retake control, Citigroup entered into a settlement with Demarco on terms very favorable to the latter. Later, various Dantas adversaries used the breach opened by Demarco to storm the banker’s legal redoubt.

A hackneyed translation, that. Sorry. You get what you pay for.

Demarco poderia ter se contentado com a derrota que impôs a Dantas. Mas, graças à sua obsessão, ajudou a desmascarar o banqueiro. De outro lado, sua obsessão ajudou a criar uma blindagem e a facilitar o trabalho de desqualificação patrocinado por Dantas, valendo-se principalmente de Mainardi.

Demarco might have simply contented himself with the defeat he imposed on Dantas, but thanks to that obsessive quality of his, he wound up helping to unmask the bank. On the other hand, his obsessiveness helped create a certain immunity, facilitating the character assassination project Dantas sponsored, with Mainardi as its principal mouthpiece.

Qualquer pessoa que não se tornasse inimigo [sic] de Dantas era imediatamente apontado como colaborador por Demarco e jornalista aliado. Da parte dos jornalistas de Dantas, qualquer crítica ao banqueiro faria parte de uma conspiração.

Anyone not aligning themselves against Dantas was immediately labeled a collaborator of the banker by Demarco and a journalist allied with him. Meanwhile, the journalists owned by Dantas treated any criticism of the banker as part of a conspiracy.

Esse clima persecutório produziu uma confusão monumental, que só ajudou a fortalecer o banqueiro. De um lado e de outro eram jornalistas e fontes levantando teses conspiratórias e acusações generalizadas. Separar o joio do trigo tornou-se tarefa inglória e em muito contribuiu para o silêncio com que a imprensa passou a tratar os escândalos de Dantas e as relações ostensivas com a Veja.

This climate of persecution produced a monumental confusion that only benefited the banker. On both sides there were journalists and sources promoting conspiracy theories and generalized accusations. Separating the wheat from the chaff became an unrewarding task, which contributed a great deal to the silence of the press with respect to the Dantas scandal and his ostentatious ties with Veja.

A perfect description of how a noise-machine works. As my old daddy used to say, “If you can’t dazzle them with brilliance, baffle them with bullshit.”

O que não significa que Demarco não fosse extremamente bem informado. Jamais forneceu uma informação incorreta, suportou campanhas difamatórias pesadas, mas não saiu da linha.

None of which meant that Demarco was not extremely well informed. He never furnished inaccurate information, promoted campaigns of definition, or got out of line.

Tanto assim que, de posse de suas dicas, marquei uma reunião com Shakhaf Wine – um dos executivos da Portugal Telecom mencionado no e-mail. O encontro se deu no final da tarde, no escritório em frente ao shopping Iguatemi (clique aqui para ler a matéria).

So much so that, in possession of one of the leads he provided, I scheduled a meeting with Shakhaf Wine — one of the Portugal Telecom execs mentioned in the e-mail. The meeting took place in the late afternoon, in the office across from the Iguatemi shopping center.

On the Av. Faria Lima, I know that place.

Voltei em cima da hora para o meu escritório e, premido pelo horário de fechamento, acabei copiando trechos do e-mail de Demarco com os nomes das pessoas que tinham participado da reunião. Nada que pudesse ferir a ética jornalística. Nada que não pudesse ser explicado pela correria de um fechamento.

I returned promptly to my office and, pressed by my deadline, wound up copying excerpts from the Demarco e-mail with the names of persons who had taken part in the meeting. Nothing unethical. Nothing that could not be explained by the mad rush of deadline and closing.

Mas o episódio passou a ser explorado de maneira a se criar a impressão de algo doloso. Eram os “factóides” típicos da tática de fuzilar reputações.

But the episode came to be exploited in such a way as to create the impression that something sleazy was going on. These are the “factoids” typical of lining reputations up against the wall and assassinating them.

Junto com o primeiro ataque de Mainardi, a edição de Veja saiu com seis páginas de publicidade da Amazônia Celular e da Telemig Celular – empresas controladas por Dantas, e de alcance regional. Era algo sem nexo, para alguém que não entendesse as circunstâncias: duas empresas regionais fazendo encarte em uma revista de circulação nacional. Quando levantei essa questão, a alegação do Opportunity é que, além da Veja, o encarte tinha saído no “Valor Econômico” – com uma tiragem e um custo infinitamente inferior ao da revista.

Together with the first attack from Mainardi, that edition of Veja came out with six ad pages  bought by Amazônia Celular and Telemig Celular — regional cellular telephone firms controlled by Dantas. It made no sense, unless you understood the context: Two regional phone companies advertising heavily in a national publication. When I raised this issue, Opportunity alleged that, besides Veja, it had also booked the six-page spread in Valor Economico — which has a circulation and a per-page cost much inferior to that of the Abril newsweekly.

Na edição seguinte, com o segundo ataque de Mainardi sairiam mais seis páginas de publicidade da Telemig Celular, mas aí compartilhadas com outras publicações.

In the following issue of Veja, containing Mainardi’s second attack on me, another six ad pages for Telemig, this time appearing in other publications as well.

Estava claro que Veja tinha entrado para valer no jogo de Dantas, e da forma menos sutil possível: dois ataques virulentos, inspirados por Dantas, em duas edições recheadas com 6 páginas de publicidade cada uma, programadas pelo proprio Dantas. Nem se teve o cuidado de separar as edições. Veja passava a se valer das mesmas práticas que denunciava em sua concorrente IstoÉ.

It was obvious that Veja had gotten into bed with Dantas for real, and in the least subtle way imaginable: Two virulent attacks, inspired by Dantas, in two editions stuffed with six ad pages apiece, each programmed by Dantas himself. They did not even bother to space the ad buys out. Veja started employing the same practices it has denounced in its competitor, IstoÉ.

E uma das acusações que Mainardi me lançava era em relação a um adjetivo elogioso que empreguei, em quatro anos de coluna, para qualificar o modelo de gestão do fundador de uma empresa que patrocinava o Projeto Brasil, da Agência Dinheiro Vivo. E o fato de ter veiculado uma campanha que havia programado dezenas de outros sites para veiculação.

One of the accusations that Mainardi made against me had to do with a complimentary adjective that I used, once in four years of writing the column, to describe the business model of the founder of a company that sponsors Projeto Brasil, a project of the Dinheiro Vivo news agency. The fact was that the sponsor had scheduled a campaign that ran on dozens of other Web sites.

O jogo estava apenas começando. Dali para frente, novos “assassinatos de reputação” seriam perpetrados de forma sistemática. Como a incrível “denúncia” contra o presidente do Superior Tribunal de Justiça, Edson Vidigal.

The game was just beginning. From then one, new “character assassination” attempts would be made, in a systematic fashion. Such as the unbelievable “accusations” against the presiding judge of the STJ, Edson Vidigal.

Mas aí é assunto para o próximo capítulo, a partir do qual o jogo ficará cada vez mais claro.

But that is a matter for another chapter, in which the nature of the game will start to become clear.

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