São Paulo Diary: Bad Goodwill in Subway Supercharges?

https://i1.wp.com/www.fotogarrafa.com.br/fotoarquivos/200410/pD20041014%20105001_tunel_viviane%20senna%20copy.jpg
In the wake of the Big Armadillo: The Line 3 (Green) extension to the São Paulo subway, has reportedly been less accident-prone than the accident-plagued Line 4 (Yellow) extension, one reads.

Metrô admite que há indícios de falha em licitações: “São Paulo transit authority admits there is evidence of faults in contracting process.” G1/Globo passes along the report from the network’s Jornal Nacional and Fantástico (which we generally do not watch.)

O Metrô de São Paulo admitiu nesta segunda-feira (18) que há indícios de superfaturamento nas licitações para compra de equipamentos mostradas domingo (17) pelo Fantástico. Funcionários da companhia são suspeitos de receber propina para ajudar uma empresa a ganhar as concorrências.

The metropolitan transport authority of São Paulo admitted on Monday (February 18) that there are indications of overcharging in the competitive bidding on equipment procurement contracts, as shown Sunday on Fantástico. Employees of the authority are suspected of receiving bribes to help a specific firm win the competition.

Suspected by whom?

Fantástico tends to just run any leaked scaled that comes its way without checking it out first. Typical example:

This story is based on an anonymous tipster.

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB) disse que vai atuar com rigor. “A investigação está sendo feita onde há suspeita. Você não pode fazer investigação sobre tudo, independentemente de ter suspeição ou não. Onde tem suspeição a gente vai, investiga e atua duramente.”

São Paulo governor José Serra said he will act with severity. “The investigation is being conducted wherever there are suspicions.You cannot investigate everything, whether there is reason to investigate or not. Where there is a suspicion, you investigate and act firmly.”

O Metrô suspendeu a licitação de R$ 3 milhões que previa a substituição do sistema de combate a incêndio na Linha 1, inaugurada na década de 1970, que liga o bairro do Tucuruvi, na Zona Norte, ao Jabaquara, na Zona Sul.

The Metrô authority suspended competitive bidding on a R$3 million contract for replacing the firefighting system on Line 1, inaugurated in the 1970s, which connects Tucuruvi in the Northern Zone to Jabaquara in the Southern Zone.

Tucuruvi’s up and Jabaquara is down. The people ride in a hole in the ground. Sampa, Sampa …

The governor’s main problem may be that he reportedly backs the incumbent mayor for reelection. The incumbent Quimby hired his brother to head the new projects division at the Metrô. One of whose  (World Bank-funded) expansion projects collapsed into a smoking hole in the ground at the Pinheiros Station (not far from here.) Pois é. 

From the “read more” sidebar.

Um dos produtos mais caros oferecidos ao Metrô pela Ezalpha, a vencedora do pregão, são detectores de aspiração que dão o alerta em caso de fumaça. Preço do produto sem a instalação oferecido ao Metrô: R$ 22.174. Preço para a reportagem: R$ 15.230, uma diferença de 45%.

One of the most expensive products offered to the Metrô by Ezalpha, which won the contract, are the smoke detectors. Price offered to the metro: R$22,174, not counting installation. Price offered to our reporters: R$15,230, a difference of 45%.

I make that 46% (45.56%, rounded up).

Outras duas licitações vencidas pela Ezalpha em 2007 eram para o fornecimento de 540 kits . Cada conjunto com detector e base custou R$ 225. A reportagem do Fantástico comprou tudo por R$ 99,70. O preço pago pelo Metrô foi 125% maior.

Another two bids won by Ezalpha in 2007 were to supply 540 kits. Each, together with a detector and base, cost R$225. The price paid by the Metrô was 125% higher. 

What kind of kits? A detector of what?

“Eles dividem a parte que é superfaturada, entre eles. Departamento de Engenharia e Departamento de Manutenção do Metrô”, diz o denunciante. O homem acompanhou as licitações.

“They divide the overcharged portion among themselves. The Department of Engineering and the Maintenance Department of the Metrô,” said the whistleblower, who was involved in the bidding process. 

What whistleblower? Who cannot be identified why?

Segundo o denunciante, uma anotação de um dos donos da Ezalpha mostra como seria dividido o valor pago a mais: “JS seria Jorge Secall é ex-funcionário do Metrô, gerente de manutenção na época dos pregões. MD é Marcelo Diman – engenheiro do Metrô. Os dois negam que tenham recebido propina para favorecer a Ezalpha.” Paul Jablon, dono da Ezalpha afirma que as iniciais podem se referir a outros assuntos: “Md pode ser por exemplo máximo desconto e js pode ser juros sortidos”, afirmou.

According to the whistleblower, a note by one of Ezalpha’s executives shows how the overcharge would be divided up: “JS might be Jorge Secall, who is a former Metrô employee, the maintenance supervisor at the time of the auctions. MD is Marcelo Diman, a Metrô engineer. The two deny they received a bribe to favor Ezalpha.” Paul Jablon, owner of Ezalpha, says the initials may refer to something else. “MD might, for example, refer to ‘maximum discount’ and JS for ‘juros sortidos‘ (assorted interest charges).”

Might be?

Contra Diman, há um e-mail em que ele avisa a Ezalpha sobre o pregão. E uma viagem à Europa, paga pela empresa.  “As empresas pagam, mas assim, a gente sai de férias, entendeu? A gente vai como pessoa fisica”, diz Diman.  A comissão do Metrô que apura as denúncias de fraude nos pregões afastou o funcionário Marcelo Diman porque considerou que o e-mail e a viagem feriram o código de ética da empresa.

Against Diman, there is an e-mail in which he advises Ezalpha of the auction. And a trip to Europe with all expenses paid by the company. “The companies pay, but we actually go on vacation, get me? We go as private citizens, [not Metro employees],” Diman said. The Metrô committee looking into the fraud charges suspended Diman after finding that the e-mail and the trip violated the Metrô authority’s code of ethics.  

O Metrô também suspendeu o pagamento de quase R$ 3 milhões à Ezalpha e busca formas jurídicas de recuperar o que pagou a mais nas outras duas licitações. A companhia também vai declarar a Ezalpha uma empresa inidônea, o que vai impedir que participe de licitações pelos próximos anos.

The Metrô has also suspended payments of nearly R$3 million to Ezalpha and is mulling legal action to recover what it paid out on two other competitive contracts it awarded. The company will also declare Ezalpha ineligible, preventing it from bidding on contracts in the next few years. 

“A empresa foi chamada hoje, apresentou suas justificativas. Os funcionários serão chamados na seqüência e ao longo desse período nós vamos ter condições de afirmar a existência ou não desse superfaturamento”, disse o diretor de assuntos corporativos do Metrô, Sérgio Avelleda.

“The company was summoned today to explain itself. Its employees are being called one by one and at the end of the process we will be able to say whether there was overcharging or not,” said Metrô corporate affairs officer Avelleda.

This is a typical Globo “anonymous whistleblower” story. But why is anonymity granted the whistleblower? Stories of funky dealings in public works contracts here have a general plausibility to them. But general plausibility without getting to the devil in the details tends to degenerate into the “folklore of corruption.”

The Estadão actually writes up the Globo story in a lot more detail, and a lot more clearly. This is why I tend to spend my limited content budget on the Estadão and not on Globo infotainment products.

RIO – O metrô de São Paulo irá investigar a denúncia de superfaturamento na compra de equipamentos de prevenção e combate a incêndios na linha 1. Uma denúncia levada ao ar neste domingo, 17, pelo “Fantástico”, da Rede Globo, afirma que o metrô paulista teria gasto R$ 1,4 milhão a mais do que o valor de mercado em três licitações vencidas pela empresa Ezalpha. A assessoria de imprensa do Metrô divulgou uma nota com explicações sobre a denúncia.

The São Paulo metropolitan transport authority will investigate a charge of overbilling in the purchase of firefighting equipment for Line 1 of the subway system. A charge aired by Fantástico (Rede Globo) on Sunday claims that the São Paulo subway spent R$1.4 million over market value on three contracts won by Ezalpha. The Metrô press office published a press release explaining the accusation.  

On the quality of investigative journalism for which Fantástico is justly renowned, see also

Segundo a reportagem, o primeiro indício de fraude é em 19 de dezembro de 2006. Um e-mail do engenheiro do metrô paulista, Marcelo Barbosa Dican, avisa à Ezalpha que sairia um edital licitando 200 detectores de fumaça.

According to the Globo report, the first sign of fraud dates from December 19, 2006. An e-mail from a subway engineer, Marcelo Barbosa Dican, advises Ezalpha that a bid solicitation for 200 smoke detectors will be forthcoming.

Um mês depois, em 19 de janeiro de 2007, o edital é publicado. A Ezalpha apresenta uma proposta em que cada detector sairia por R$ 229,15, somando R$ 45.830. O metrô apresenta uma contra-proposta de R$ 45.000. A empresa aceita e o preço final de cada aparelho sai por R$ 225.

One month later, on January 19, 2007, the solicitation was published. Ezalpha presented a proposal of R$229.15 per detector, for a total price of R$45,830. The metro authority presented a counterproposal of R$45,000. The company accepted, meaning the final unit price was R$225. 

No entanto, na matriz da Ezalpha, no Rio, cada detector de fumaça com a base é vendido a R$ 99,70, o que significa que o metrô paulista adquiriu o mesmo produto por 125% do seu valor.

Meanwhile, at Ezalpha’s offices in Rio, each smoke detector is sold for R$99.70, which means the São Paulo subway authority paid a premium of 125% over market value.

O engenheiro Dican negou à equipe do Fantástico ter recebido suborno ou favorecido a Ezalpha. “Eu decido, mas isso passa por uma série de crivos. Se eu direciono, alguém poda”, afirmou ele, sem saber que estava sendo gravado.

Dican denied to Fantástico reporters that he received bribes or favored Ezalpha. “I decide, but it passes through a number of different steps. If I direct [the decision], someone lops it off,” he said, without knowing that he was being recorded.

Globo recorded him without his knowledge?

Em 26 de junho de 2007, sai o edital de uma nova licitação, desta vez para 300 detectores de fumaça. A Ezalpha volta a vencer, com o mesmo preço por unidade: R$ 225, e uma proposta total de R$ 76.725.

In June 26, 2007, a new bid solicitation was issued, this time for 300 smoke detectors. Ezalpha won again, with the same unit price: R$225, for a total of R$76,725.

A maior licitação sob suspeita teria permitido que a Ezalpha lucrasse R$ 1,2 milhão a mais do que o valor de mercado. Em 13 de julho de 2007, saiu o edital para o fornecimento e instalação de todo o sistema de detecção de incêndio da Linha 1.

The largest transaction being questioned alleged yielded R$1.2 million in profits for Ezalpha over the market price. On July 13, 2007, a solicitation was published for an integrated fire detection system for the entire Line 1.

Segundo a denúncia, a empresa carioca teve acesso a um documento que mostra o total que o metrô estaria disposto a pagar pelos equipamentos e mão-de-obra especializada: 2.989.912. A proposta da Ezalpha, de R$ 2.985.000 chegou a cobrar R$ 22.174 por cada detector de aspiração. Na sede da empresa, o mesmo equipamento, com nota fiscal, custa R$ 15.230, o que significa que o metrô paulista teria adquirido o produto com um superfaturamento de 45%.

According to the whistleblower, the Rio firm had access to a document showing the amount the metro authority was willing to pay for equipment and specialized labor: R$2,989,912. Ezalpha’s bid, at R$2,985,000, charged a unit price of R$22,174 for each smoke detector. At the company’s headquarters, the same equipment … costs R$15,230, implying overcharging of the São Paulo subway system by 45%. 

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