Ecce Veja: “Scandal of the Blackmail Dossier!”


The Editora Abril: A media monopoly dedicated to the art of the gabbling ratfink. “The Authoritarian Temptation: The PT’s attempts to monitor and control the press, television and culture.” Translation: “Dilma could decide those zero-down spectrum concessions we got were the fruit of a skeevy plundering of the commonwealth! Bork her with all you’ve got!

Blog do Desemprego Zero notes that Veja magazine (Brazil) had run a story this week charging that the governing party prepared a “dossier” on the previous government in order to “blackmail” a congressional probe that is (not very energetically) looking into the use (and alleged abuse) of corporate credit cards by government employees to pay their per diem allowances.

See

A huge tempest in a teapot has ensued. Veja’s standard shtick is a martyrdom narrative about the Stalinist tyranny of the Lulo-petista supermajority! (Recent polls show 73% approval for the stumpy lawn-gnome with the missing finger who runs the show here.)

A drunk friend of ours — not a voter for the governing party here, either — goes into an inspired rant the other evening over a table full of drained Itaipavas.

The rant concerned how Congress wastes all its time on bullshit parliamentary commissions of inquiry (CPIs) into bullshit “scandals,” based on bullshit — Veja magazine is a something of a perpetual bullshit factory — out of purely bullshit political motives, instead of actually getting things done.

Hard not to sympathize with that point of view.

Our poor friend is so drunk and angry because Brazil’s anachronistic labor laws turned a simple work-related temporary disability into a Kafkaesque nightmare. There are legislative proposals on the table to improve the situation, but — our friend again — no one is debating and voting on them because they are too busy with their bullshit CPIs!

The Veja story is illustrated, I gather, with three printouts from a highly confidential, password-protected executive branch database on spending by government officials. The President’s expenses are not published for security reasons, I understand.

Veja did not reveal the source of the leak. Veja never reveals its sources on anything it prints, it seems like.

Veja did not think it needed to tell us, for example, that it source on the sex scandal involving a certain Sen. Calheiros of Alagoas (what is it about Alagoas, anyway?) was the palimony attorney of the senator’s baby mom — who also negotiated the baby mom’s tasteful, er, spread in Playboy Brasil, Veja’s sister publication …

Rule of thumb: Anonymously sourced stories, where no good reason is given for granting anonymity, have a way of turning out to be, ahem, not so trustworthy. Wake when someone is willing to go on the record.

Just ask the “former Hill aide” who told Judy Miller about the aluminum tubes and Bob Novak about Valerie Plame. He got jail time.

A Veja desta semana faz uma denúncia gravíssima: o Palácio do Planalto está querendo quebrar o monopólio da Veja de preparar dossiê. A Veja pode grampear divulgar dados sigilosos, divulgar grampos, chantagear. Aliás, uma regra de ouro que deve ser aprendida é: quando a denúncia contra os tucanos e “democratas” é dossiê e o que importa é a (i) legalidade e a “(má) intenção da obtenção e da divulgação do dossiê, quando é favorável ao PSDB/PFL, é relevante apenas o conteúdo da denúncia, não é importante nem mesmo se a denúncia verdadeira ou não.

Veja magazine has made a very serious charge: That the federal presidency wants to break up Veja‘s monopoly on ginning up dossiers. Veja can bug people, publish confidential information, publish wiretap transcripts, blackmail. But there is a golden rule that must be learned: When the charges weigh against the [PSDB] and [ex-PFL], what matters is the (il)legality of the dossier and the (evil) intentions behind publishing it. When it is favorable to the PSDB/PFL, what matters is the content of the dossier alone, whether the charge made in the dossier is true or not.

É interessante que a Grande imprensa (Folha, Globo e Estadão, etc.) repercute denúncias da Veja, mas se calam quando é contra a Veja. È sábado (21/03/2008) às 16:15. A revista deve ter ficado pronta ontem. As denúncias do Nassif, o maior blog da internet não vinculado a revistas e jornais, estão fazendo denúncias gravíssimas a Veja há semanas. Depois dizem que a mídia brasileira não é cartelizada e corporativa.

It is interesting to see the major news organizations (Folha, Globo, Estadão, and so on) repeating the charges made by Veja, but not covering charges made against Veja. …  Nassif, the biggest blogger on the Internet not tied to magazines and newspapers, has been making very serious charges about Veja for weeks now. And they say the Brazilian media does not behave like a cartel. 

The Estado de S. Paulo reported on the response to the story by the government:

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se mostrou irritado com a denúncia da revista Veja sobre um suposto dossiê que o governo estaria montando contra a oposição para revelar dados dos gastos pessoais do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e de sua família com cartões corporativos. Lula classificou a matéria de “mentira”.

President Luiz Inácio da Silva expressed irritation with the charge laid by Veja magazine about a supposed dossier the government was mounting against the opposition, revealing data bout the personal expenses of former president Cardoso and his family using corporate cards. Lula called the article a “lie.”

So do Dilma Rousseff, minister of the Casa Civil, who called it “mendacious and manipulative.”

A declaração foi dada durante a reunião do Conselho Político da Coalizão, que reúne líderes congressistas e presidentes de partidos aliados ao governo.

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Lula teria ao líder do PSB no Senado, senador Renato Casagrande (PSB-ES), que, se não abriu um dossiê na época das denúncias sobre o mensalão, não o faria agora. Ele também teria afirmado que a denúncia da revista tem como objetivo causar problemas ao governo.

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Segundo outro líder governista, a ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, telefonou hoje para a ex-primeira-dama Ruth Cardoso e desmentiu a reportagem da revista. Disse a Ruth que o governo nunca reuniu informações contra ela, sua família e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

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A reportagem da revista foi duramente combatida pelo presidente e causou extremo mal-estar no Palácio do Planalto hoje. A denúncia da Veja foi o tema principal da reunião de coordenação política do governo, que reúne os principais ministros do governo, e alvo de uma nota divulgada ainda no final de semana pela Casa Civil rebatendo as informações. Os líderes aliados afirmaram que Lula determinou que sejam feitos todos os esforços para apurar quem vazou os dados do Sistema de Suprimentos de Fundos (Suprim) para a revista.

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O Suprim foi criado pelo governo em 2005 por determinação do Tribunal de Contas da União (TCU) e está sendo alimentado com informações de governos passados há algum tempo, conforme a digitalização dos documentos que comprovam gastos com fundos de suprimentos e cartões corporativos.

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The Folha had reported:

Revista afirma que governo tem dossiê sobre as despesas de FHC

Magazine says the government has a dossier about Cardoso’s expense accounts.  

Reportagem publicada ontem pela revista “Veja” afirma que o Palácio do Planalto montou um dossiê que detalha gastos da família do então presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).

A report published yesterday (last week) by Veja magazine says the presidency mounted a “dossier” that details expenses of the family of then President Cardoso (1995-2002).

Os documentos estariam sendo usados para intimidar a oposição na CPI dos Cartões Corporativos. A Casa Civil negou a existência de um dossiê sobre os gastos de FHC. O ministro Jorge Hage (Controladoria Geral da União) disse desconhecer os documentos: “Minha função não é preparar dossiê”.

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Segundo a revista, o governo teria reunido dados sobre gastos de FHC, da primeira-dama Ruth Cardoso e de assessores por meio de contas tipo B em 1998, 2000 e 2001. Haveria insinuações sobre o desvio de recursos públicos para a campanha que reelegeu FHC em 1998. À “Veja”, FHC classificou o dossiê de “uma chantagem feita a partir do Palácio do Planalto”.

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A reportagem –que se apóia em algumas informações divulgadas anteriormente pela Folha– exibe o fac-símile de um “Relatório de Suprimento de Fundos” de 1998 sobre a aquisição de 180 garrafas de champanhe Chandon. O dossiê teria 23 referências a gastos de Ruth Cardoso -a revista exibe um fac-símile de 2001 sobre despesas de locação de veículos.

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Outro fac-símile mostra uma diária de R$ 1.231 do ex-ministro da Justiça Aloysio Nunes Ferreira no hotel Copacabana Palace. Aloysio diz ter ido ao Rio a trabalho.

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Veja had written:

Planalto faz dossiê antioposição

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A CPI que investiga o uso dos cartões corporativos do governo começou na semana passada a ouvir depoimentos. Comandada pelo PT e o PSDB, a comissão não analisou os pedidos de quebra de sigilo e nem os requerimentos de convocação de ministros, mas chamou a atenção pelo tom desafiador de algumas declarações de representantes do governo, como o ministro Jorge Hage, chefe da Controladoria-Geral da União, e o ministro Paulo Bernardo, do Planejamento. Ambos foram usados como porta-vozes de uma tentativa de intimidação.

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Reportagem de VEJA desta semana revela que o Palácio do Planalto mandou fazer um dossiê sobre os gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em seus últimos quatro anos de governo. Com o documento em mãos, o governo ameaça divulgá-lo para tentar constranger os oposicionistas que insistem em investigar o presidente Lula.

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VEJA teve acesso ao dossiê. Elaborado com base em dados considerados sigilosos pelo próprio governo, o material reúne detalhes das despesas do presidente Fernando Henrique, de sua mulher, Ruth Cardoso, e de assessores próximos no período de 1998 a 2002. É grave saber que informações de estado, algumas sigilosas por lei, estão sendo usadas para chantagear políticos de oposição. Mais grave ainda é saber que a estrutura funcional do estado está sendo utilizada para montar um dossiê contra adversários.

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Another response to the “dossier” story:

O ministro da Justiça, Tarso Genro, voltou a negar hoje, em Maceió, que o Palácio do Planalto tenha mandado fazer um dossiê sobre os gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para usar as informações como ameaça aos parlamentares de oposição que insistem em investigar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Esse dossiê não existe, trata-se apenas de uma denúncia jornalística sem o menor fundamento”, afirmou o ministro, comentando reportagem da revista “Veja” que denunciou a criação do suposto dossiê.

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Genro negou também qualquer possibilidade de aliança entre o PT e o PSDB para a sucessão presidencial. “Não acredito nesse tipo de aliança, acredito em parceria como essa que estamos firmando aqui em Alagoas, com o governador tucano Teotonio Vilela Filho”, disse o ministro, logo após participar da posse do novo secretário de Defesa Social de Alagoas. O cargo foi assumido pelo delegado aposentado da Polícia Federal Paulo Rubim.

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Para o ministro, a posse de Rubim não significa uma “intervenção branca” do governo federal na segurança pública em Alagoas. “A escolha do delegado foi feita em comum acordo com o governo do Estado. Portanto, não é intervenção, é uma parceria no combate à violência e o crime organizado no Estado”, enfatizou o ministro, que anunciou a liberação de R$ 18 milhões para melhorar a estrutura das polícias alagoanas.

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Além da posse do novo secretário, o ministro participou também do lançamento do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), que tem como meta melhorar as condições de vida dos policiais civis, militares e federais. Segundo a assessoria do ministro, o Pronasci vai usar recursos da Caixa Econômica Federal para financiar a construção de 30 mil casas e 27 mil cursos de especialização para cerca de 57 mil policiais.

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Agência Brasil:

Em nota divulgada neste sábado, a Casa Civil da Presidência da República nega a existência de qualquer dossiê sobre gastos com suprimentos de fundos do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC), conforme publicado na revista Veja desta semana.

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Segundo a Casa Civil, uma sindicância vai apurar a responsabilidade pelo vazamento de informações do Sistema de Suprimento de Fundos (Suprim). Na reportagem que deu origem à nota, a revista Veja afirma que uma equipe do Palácio do Planalto teria preparado um dossiê sobre gastos efetuados nos anos de 1998, 2000 e 2001 pelo então presidente, sua esposa, Ruth Cardoso e assessores nas chamadas contas tipo B, usadas para saque em dinheiro em conta administrada pelo servidor.

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O documento, de acordo com a revista, seria usado para chantagear parlamentares da oposição, a fim de evitar que as contas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva fossem investigadas na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Cartões Corporativos.

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De acordo com a Casa Civil, “o que a revista apresenta são fragmentos extraídos de uma base de dados do sistema informatizado de acompanhamento do suprimento de fundos (Suprim)”. O sistema foi criado por orientação do Tribunal de Contas da União (TCU) para que fossem estabelecidos mecanismos que dessem maior transparência ao acompanhamento dos gastos.

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O Suprim começou a ser alimentado em 2005. O processo de alimentação retroagiu para 2004 e 2003 e agora estariam sendo digitalizados os documentos dos três anos citados na reportagem da Veja. A Casa Civil também contesta os valores de gastos apresentados pela revista: “Nos três anos referidos pela matéria, o gasto médio anual em suprimento de fundos da Presidência da República não ultrapassa a R$ 3,6 milhões de reais em valores nominais.”

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